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Mercado » Dólar cai 1,25% e fecha a R$ 2,35, após presidente do BC indicar continuidade dos leilões em 2014

Publicação: 05/12/2013 17:27 Atualização:

No dia 22 de agosto, depois que o dólar fechou cotado a R$ 2,438, o BC anunciou um programa de US$ 100 bilhões para dar liquidez e acalmar o mercado financeiro. Foto: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press
No dia 22 de agosto, depois que o dólar fechou cotado a R$ 2,438, o BC anunciou um programa de US$ 100 bilhões para dar liquidez e acalmar o mercado financeiro. Foto: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press
A informação do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, de que a instituição continuará intervindo no mercado de câmbio através de leilões de dólares fez o dólar comercial fechar em forte queda frente ao real nesta quinta-feira (5). A moeda norte-americana terminou negociada a R$ 2,357 na compra e R$ 2,359 na venda, uma desvalorização de 1,25%. é a maior queda percentual desde o dia 18 de novembro, quando o dólar recuou 2,33%.

Na máxima do dia, a divisa foi negociada a R$ 2,397 (alta de 0,33%) e na mínima chegou a R$ 2,355 (queda de 1,42%). Essa era uma das principais dúvidas do mercado, já que originariamente o programa de leilões terminaria este mês. "O resultado imediato é que a fala de Tombini tirou pressão do mercado de câmbio hoje. Agora, vamos ver como serão os ajustes do programa. Por exemplo, se o volume dos leilões de swap cambial será elevado, se no vencimento da recompra dos leilões de linha, o BC vai repactuar uma nova data de vencimento", diz João Medeiros, sócio da corretora de câmbio Pionner.

No dia 22 de agosto, depois que o dólar fechou cotado a R$ 2,438, o Banco Central (BC) anunciou um programa de US$ 100 bilhões para dar liquidez e acalmar o mercado financeiro. O BC vem oferecendo injeções diárias de dólares cinco dias por semana. Todas as segundas, terças, quartas e quintas-feiras são feitos leilões de swap com oferta de US$ 500 milhões/dia. Às sextas-feiras é oferecida uma “linha de dólares” de US$ 1 bilhão. A operação é uma venda de moeda norte-americana no mercado à vista com compromisso de recompra pelo BC.

De acordo com cálculo da corretora NGO, desde o início de 2013, já foram injetados US$ 70 bilhões em leilões de swap cambial até ontem. Desse total, US$ 30 bilhões foram ofertados ao mercado desde o dia 22 de agosto, quando o programa foi anunciado. Os US$ 40 bilhões já haviam sido ofertados no início do ano. Outros US$ 13,6 bilhões foram oferecidos em leilões de linha.

Para Sidnei Nehme, sócio da NGO, o BC foi levado a antecipar o anúncio de que os leilões vão continuar em 2014. Segundo Nehme, o dólar chegaria rapidamente aos R$ 2,40, nos próximos dias, virando o ano na casa de R$ 2,35, um patamar incômodo para a inflação. Por isso, o presidente da instituição antecipou o anúncio, avalia o especialista. Além disso, diz, em 2014, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, deve começar a reduzir os estímulos à economia, diminuindo as compras mensais de US$ 85 bilhões em títulos. Com menos dólares injetados mensalmente, a moeda americana deve se valorizar em todo o mundo, inclusive frente ao real.

"O anúncio deu um refresco no dólar, que já vinha caindo depois de bater em R$ 2,89 ontem. Foi uma ação preventiva do BC", afirma Nehme. Ele observa, entretanto, que a procura por contratos de swap cambial, um instrumento do mercado futuro de proteção contra as oscilações do câmbio, indica falta de confiança na moeda.

"Os estrangeiros estão fazendo hedge para todo o dólar que entra. Ou seja, mostram desconfiança frente ao real e por isso estão aumentando sua posição ‘comprada’ (apostando na desvalorização do real) no mercado futuro", diz.

O dólar também se desvaloriza hoje, segundo analistas, depois de fechar próximo a R$ 2,39 ontem, a maior cotação desde agosto, investidores aproveitam para vender a moeda, nesta quinta-feira, que ficou num patamar muito atrativo. Nas últimas quatro sessões, o dólar acumulou alta de 3,08%. "A ata do Copom sinalizando que haverá novas altas de juro em 2014, ainda que mais brandas, também ajuda na desvalorização da moeda", comenta o operador de uma corretora de câmbio de São Paulo.

O Banco Central realizou hoje um novo leilão de contratos de swap cambial tradicional, operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Foram vendidos 10 mil contratos, totalizando US$ 495,9 milhões.

Bolsa
O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, teve um dia de recuperação, depois de três quedas consecutivas. O índice se valorizou 1,14% aos 50.654 pontos e volume negociado de R$ 6,7 bilhões, puxado pelas ações de siderúrgicas, pela Vale e pela Petrobras. A Bolsa andou na contramão dos mercados americanos que se desvalorizavam. O Ibovespa chegou a perder força após a revisão de 2,8% para 3,6% do PIB americano no terceiro trimestre, mas retomou fôlego. Além de uma correção técnica, a sinalização de que o ciclo de alta de juro pode estar perto do fim também ajudou a impulsionar a Bolsa.

A maior valorização do pregão foi apresentada pelos papéis da Usiminas. As ações preferenciais classe A subiram 7,53% a R$ 13,43, a maior alta do pregão, enquanto os papéis ordinários ganharam 6,18% a R$ 11,89, a terceira maior alta. As ações da Cia. Siderúrgica Nacional tiveram ganho de 3,82% a R$ 12,52. De acordo com um operador de Bolsa, as ações da Usiminas subiram com informações que circulam pelas corretoras de que o aumento do aço para montadoras, em janeiro, ficaria acima do esperado. As produtoras de aços planos estariam pressionando as mnotadoras por reajustes de 7% a 10%, acima dos 5% esperados.

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