Pernambuco.com



  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Suape » Trabalhadores da empresa Jaraguá paralisam atividades na Refinaria Abreu e Lima

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 05/12/2013 11:24 Atualização: 05/12/2013 15:43

Cerca de 1,2 mil trabalhadores da Jaraguá, empresa terceirizada da Petrobrás responsável pela engenharia e montagem industrial da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo de Suape, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira (5). Eles reivindicam o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que deveria ter sido depositado no último dia 29.

De acordo com o Sintepav-PE, que representa a categoria no estado, a paralisação foi decidida na última quarta-feira (4). “Eles lançaram o valor da PLR no contracheque, mas não pagaram. Além disso, o estopim para a decisão foi uma alegação da empresa de que os valores prometidos seriam reduzidos”, explicou o diretor de relações sindicais do Sintepav-PE, Leodelson Bastos. Ele afirmou que a Jaraguá justificou a decisão alegando que houve um erro no cálculo da bonificação. “Ainda assim, os valores descritos nos contracheques vieram abaixo do que a nossa convenção determina, que é de uma PLR equivalente a 220 horas de trabalho a cada semestre”, rebateu.

Segundo Bastos, alguns membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) estão sendo coagidos. “A empresa ameaça suspender ou até demitir por justa causa”. A Jaraguá conta com 1,3 mil funcionários na unidade localizada em Suape. Leodelson afirmou que a empresa se comprometeu a pagar a PLR na próxima segunda-feira (9). “Caso isso não aconteça, os trabalhadores podem bloquear os acessos dos demais funcionários que trabalham em todo o Complexo de Suape”.

Resposta

O presidente da companhia, Paulo Dalmazzo, afirmou que não havia nenhuma promessa de pagamento para o dia 29. “O que existe, na verdade, é uma regra na convenção coletiva que estipula esse prazo. Só que nós estamos passando por uma mudança de gestão, na qual estamos reavaliando critérios nos quais os funcionários precisam se enquadrar para ter direito à PLR”, explicou.

De acordo com ele, a convenção coletiva estabelece alguns deveres a serem cumpridos pelos trabalhadores, a exemplo do grau de produtividade. Ele afirmou que na gestão anterior não havia uma preocupação com esses critérios, nem com os valores pagos aos trabalhadores. “Na verdade, trata-se de um choque de gestão”, enfatizou. Além disso, ele acrescentou que a companhia já havia honrado os salários e o 13º dos trabalhadores “com muita dificuldade, por conta de prejuízos com a obra (Refinaria Abreu e Lima)”.

Dalmazzio diz que houve uma negociação prévia com o Sintepav-PE. “Em nenhum momento nos isentamos de pagar a bonficação. Pedimos um tempo para fazer as averiguações com relação aos critérios, e de repente nos deparamos com essa situação, a qual considero um abandono de trabalho”.

Sobre as denúncias de coação por parte da empresa, o gestor disparou: “somos nós (a empresa) que estamos sendo ameaçados com esse comportamento dos funcionários. Essa denúncia é improcedente”. Ele disse, ainda, que uma força-tarefa está trabalhando para finalizar todo o processo de checagem durante o fim de semana e assegurar o pagamento dos trabalhadores na segunda-feira. O presidente não informou se os dias parados serão descontados.


Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »