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Pregão » Pregão Dólar se desvaloriza, mas ainda se mantém no patamar de R$ 2,38

Agência O Globo

Publicação: 05/12/2013 11:08 Atualização:

O dólar comercial iniciou os negócios desta quinta-feira (5) em alta, mas pouco depois inverteu a tendência e passou a cair. Às 9h48, a moeda americana estava sendo negociada a R$ 2,385 na compra e R$ 2,387 na venda, uma desvalorização de 0,08%. Na máxima do dia, a divisa foi negociada a R$ 2,397 e na mínima chegou a R$ 2,383. O Banco Central realizou um novo leilão de contratos de swap cambial tradicional, operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Foram vendidos 10 mil contratos, totalizando US$ 495,9 milhões.

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, abriu o pregão em alta e às 10h25 se valorizava 0,62% aos 50.525 pontos. O mercado continua na expectativa de novos indicadores econômicos nos EUA, que possam sinalizar se o Federal Reserve, o banco central americano, começará a retirar os estímulos à economia em breve.

Amanhã sai taxa de desemprego e o número de vagas criadas ou eliminadas em novembro. Indicador divulgado ontem mostrou que o setor privado americano criou 215 mil vagas em novembro, segundo a Automatic Data Processing (ADP). Analistas esperavam a abertura de 160 mil vagas. O número fez o dólar ganhar força.

No mercado doméstico, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, divulgou a ata da última reunião, que elevou o juro para 10% ao ano, e sinalizou que a alta da taxa deve continuar. O BC “entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”. O mercado entende que haverá uma nova alta em janeiro, mas ela dependerá de como a inflação se comportar até lá .

“O Banco Central reconheceu na ata que já fez um grande esforço ao aumentar a taxa de juro seis vezes consecutivas. Por isso, o Copom ponderou que a transmissão dos efeitos das ações de política monetária para a inflação ocorre com defasagens. Na prática, o BC deixou a porta aberta para começar a reduzir o ritmo de altas da Selic”, diz o estrategista-chefe do banco japonês Mizuho no Brasil, Luciano Rostagno.

Para ele, o BC eleverá a Selic em janeiro, mas ainda é cedo para dizer se a alta será de 0,5 ponto percentual ou 0,25. “Tudo vai depender de como os preços se comportarem, do câmbio. O próprio recuo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre pode contribuir para essa redução. O fato é que a Selic vai subir novamente em janeiro, mas ainda não se sabe a dimensão da alta”, diz Rostagno.

Na avaliação do banco Mizuho, a Selic sobe em janeiro (alta de 0,5 ou 0,25 ponto percentual) e em fevereiro mais 0,25 ponto percentual.

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