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Marcas estrangeiras » Sears, Dunkin' Donuts e Gap vão abrir lojas no Brasil

Publicação: 23/08/2013 09:35 Atualização:

Mesmo com o fantasma inflação e de altas dos preços rondando a economia brasileira, algumas maarcas estrangeiras que já estiveram presentes no país vão voltar ao mercado nacional. Quatro delas, bem conhecidas do mercado, já estão negociando a atuação no país: Sears, Dunkin' Donuts, Gap e Mango, que planejam abrir unidades nos próximos meses.

A rede americana de confeitarias Dunkin' Donuts, famosa pelas rosquinhas, já atuou no Brasil nos anos 80 e fechou suas últimas unidades em 2005. Agora, a rede quer abrir novas lojas em 2014 em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A Dunkin' Donuts quer atingir a marca de 20 a 25 unidades em cada uma dessas cidades nos próximos cinco anos.

Em entrevista ao portal Folha/UOL, na edição online desta sexta-feira (23), Jeremy Vitaro, vice-presidente de desenvolvimento internacional da empresa, afirmou que o crescimento da população brasileira, da classe média e da abertura do país a novas ideias foi um fator mdeterminante para a nova investida. “Queremos voltar ao país do jeito certo”, disse.

O “jeito certo”, segundo ele, será por meio de grandes parceiros, que cuidarão de administrar franquias da marca. A Dunkin' Donuts dará preferência a quem já tem experiência na administração de restaurantes. A volta ao Brasil também tem relação com a importância que a América Latina ganhou para a empresa. Hoje, a Dunkin' Donuts possui mais de 300 unidades em países como Chile, Colômbia e Peru. Entre as novidades, a empresa deverá adicionar ao cardápio tradicional, que inclui cafés e roscas doces, alguns sabores brasileiros, como é feito nos países em que a Dunkin' Donuts atua. No Chile, as lojas vendem roscas com doce de leite, por exemplo.

Outra famosa marca passou anos ensaiando uma atuação no Brasil e somente agora decidiu concretizar o negócio. A Gap, maior rede de vestuário dos Estados Unidos, também terá lojas próprias no Brasil. Até o fim do ano, duas lojas serão abertas em São Paulo, uma no Shopping JK Iguatemi (em setembro) e outra no Shopping Morumbi (em outubro). A marca já tem lojas na América Latina (Chile, Uruguai, Panamá, Colômbia e no México) e está focada, sobretudo, na nova classe média brasileira.

Em nota divulgada à imprensa, Pierre Schrappe, diretor comercial da marca no Brasil, disse que umaa das razões para a presença da Gap no Brasil é a valorização do consumo de marcas. “O Brasil é o quinto maior país do mundo, a maior economia da América Latina, com uma classe média em ascensão. Esse cenário trará uma oportunidade de crescimento bastante expressiva para a Gap”. A empresa chegará ao país por intermédio do Grupo Blue Bird, que tem em seu portfólio marcas como Cori, Luigi Bertolli e Emme, também de moda. O objetivo é que essa parceria permita que a Gap possa oferecer, no Brasil, roupas a preços competitivos.

A Sears é outra marca que está de olho no Braasil. A empresa americana já teve grandes magazines no país, que vendiam de roupas a produtos para casa. Aberta nos anos 40, a loja da praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, tinha três andares, ar-condicionado e escada rolante, novidades para a época. No começo dos anos 90, a empresa fechou as portas com a crise. A volta será por um modelo diferente: franquias compactas, que vão vender apenas eletrônicos, eletrodomésticos e ferramentas. “Agora, a empresa quer ser mais um concorrente no mercado de eletro”, diz Paulo César Mauro, sócio-fundador da Global Franchise, consultoria que faz a intermediação entre a empresa americana e os potenciais parceiros brasileiros. A ideia é abrir lojas em 2014.

Mais marcas

Além da Sears, a Global Franchise também está negociando cerca de 40 marcas estrangeiras que querem atuar no Brasil. Entre elas, estão a portuguesa Casa do Galo (restaurantes), a francesa Mr. Bricolage (material de construção) e a espanhola Mango (moda). A Casa do Galo decidiu apostar no Brasil por conta das perdas que vem tendo por causa da crise financeira em Portugal. A ideia da empresa é chegar ao país oferecendo pratos feitos com frango por preços entre R$ 15 e R$ 20, menores do que os praticados pela concorrência aqui no país.

Já a Mango, que fechou as últimas lojas no país no começo deste ano, quer voltar por meio de franquias. Mesmo caminho deverá ser seguido pela Mr. Bricolage. “As empresas estão querendo se expandir não só para o Brasil, mas mundialmente. Aqui, elas ainda encontram dificuldades com burocracia e importação, além do problema da alta do dólar. Mas o mercado é grande", diz Mauro. Segundo ele, as negociações duram entre seis meses e um ano para serem finalizadas.

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