A multinacional de tecnologia japonesa Panasonic planeja deixar de fabricar aparelhos de TV com telas de plasma no próximo ano. De acordo com informações publicadas na edição desta segunda-feira (18) do jornal econômico “Nikei”, o plano com a medida é reduzir suas operações no setor.
Segundo a reportagem, a companhia considerou a fabricação das TVs de plasma e de cristal líquido (LCD) como ineficiente, especialmente no Japão, onde o mercado de televisões de tela plana não deixa de encolher. A ideia é que a produção destes aparelhos em sua fábrica de Amagasaki, na província de Hyogo, seja finalizada durante 2014.
Outra razão para a possível suspensão na fabricação dos aparelhos de plasma é que a Panasonic prevê que o seu negócio de televisores, que gerou um volume de receitas em vendas de US$ 10,5 bilhões (mais de 1 trilhão de ienes) durante 2009 arrecade menos da metade dessa quantia em 2015. Deste modo, espera-se que o ramo de televisores registre este ano, que no Japão se encerra em 31 de março, sua quinta perda operacional consecutiva.
A Panasonic, diz a reportagem, pretende concentrar seus esforços na fabricação e fornecimento de produtos com melhores perspectivas, como as autopeças e sistemas para aeronáutica. A redução no ramo de aparelhos de LCD também está nos planos da corporação, que durante o próximo ano deve receber de provedores externos, como a sul-coreana LG Electronics, 70% dos monitores para seus televisores deste tipo.
A empresa com sede em Osaka, que interrompeu há algum tempo o desenvolvimento de novos modelos de televisores de plasma, reduzirá sua produção de maneira gradual até cobrir todas as necessidades de sócios e varejistas. Ao mesmo tempo, a empresa pretende que seu fábrica de telas de LCD em Himeji, também em Hyogo, fabrique estas telas somente para os tablets.
No entanto, a Panasonic pretende entrar no mercado dos televisores com telas de diodos orgânicos (Oled) em 2014. A Sony, também japosena, desenvolve atualmente com a Panasonic tecnologias para conseguir a produção conjunta em massa de monitores oled para o próximo ano. As duas companhias devem fabricar boa parte da produção no exterior para diminuir o valor dos investimentos.
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