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Serviço » Mudança sem (quase) nenhum transtorno Contratar empresa especializada para fazer o trabalho pesado pode ser boa saída. Mas é preciso atenção para evitar problemas futuros

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 16/03/2013 14:00 Atualização: 15/03/2013 21:26

"Contratei uma empresa e tive dois quadros extraviados e a televisão quebrada", Amélia Silva
Seja entre bairros, cidades ou até mesmo estados, o processo de mudança é sempre desgastante. Afinal, não é fácil ter que desmontar móveis, arrumar roupas e objetos para depois montar e arrumar tudo novamente. Por conta dos transtornos, muitas pessoas preferem contratar empresas especializadas no serviço, que fazem todo o trabalho pesado. Mas antes de fechar o contrato é preciso muita atenção para evitar problemas futuros.

De acordo com o coordenador geral do Procon-PE, José Rangel, o ideal é que os clientes se informem sobre as empresas que oferecem o serviço. “Buscar referências com pessoas que já foram atendidas é uma boa opção”, diz. Em seguida, já durante a negociação, o consumidor deve prestar atenção em todos os itens do contrato, especificamente na cláusula penal. “Essa cláusula estabelece punições para a empresa caso algo seja descumprido, como o prazo de entrega dos móveis”, informa.

Listar todos os itens que serão transportados e checar se eles serão embalados de maneira adequada também é importante. “É preciso que o consumidor veja qual material será utilizado para proteger seus objetos e verifique se eles serão armazenados da maneira correta”, informa a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. Objetos valiosos, segundo ela, devem sempre estar perto dos donos. “Para evitar qualquer problema, o ideal é jamais deixar qualquer item valioso sob os cuidados das empresas”, alerta.

E quando o valor do bem não é financeiro, mas sentimental? Nesses casos, qualquer problema durante o transporte dificilmente vai recuperar o prejuízo. A técnica de enfermagem Amélia Silva, 49, sabe muito bem o que é isso. Há cinco anos, ela e sua filha se mudaram da cidade do Rio de Janeiro para o Recife. “Contratei uma empresa de transportes e uma seguradora para proteger meus objetos. Paguei R$ 1,2 mil pelo serviço”, lembra. Ao chegar por aqui, uma surpresa: dois quadros foram extraviados e a televisão estava quebrada.

“Fiquei muito revoltada e tentei entrar em contato com a empresa diversas vezes, em vão. Ficavam me enrolando o tempo inteiro”, conta. Depois de mais de um mês de tentativas, ela desistiu, e não conseguiu recuperar os quadros, que tinham um valor sentimental grande. “O seguro não adiantou de nada. Não me indenizaram e eu tive um grande prejuízo. Ainda tentei entrar em contato com o Procon, mas também não adiantou”, finaliza.

Segundo a chefe de atendimento da Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor (Addecon), Lorena Grimberg, independente da contratação de um seguro, o consumidor tem direito a uma indenização em caso de danos a qualquer objeto. “Apesar do prazo máximo para solicitar uma indenização seja de dois anos, caso a consumidora ainda tenha os documentos assinados, ela poderá recorrer”, explica.    


Preço do serviço é influenciado por diversos fatores

Segundo proprietário da Newlar, Ivanildo Castelo Branco, mudanças locais costumam demorar de um a quatro dias (Bruna Monteiro Esp.DP/D.A Press)
Segundo proprietário da Newlar, Ivanildo Castelo Branco, mudanças locais costumam demorar de um a quatro dias
Contratar uma empresa para fazer todo o trabalho pesado que uma mudança exige é bastante cômodo. Mas o preço da “mordomia” é definido por diversos fatores que, no fim das contas, podem acabar pesando no orçamento do consumidor. Distância, quantidade dos objetos e até o andar do apartamento podem encarecer a conta.

“Dependendo do andar em que o apartamento esteja localizado, talvez seja preciso utilizar guindastes para içar alguns móveis até o interior do imóvel”, informa o proprietário da Newlar, Ivanildo Castelo Branco. Acrescente a isso o volume da mobília transportada, a quantidade de embalagens necessárias e até os móveis que precisarão ser desmontados. “Todos esses fatores influenciam diretamente na quantidade de mão-de-obra necessária”, justifica

De acordo com Ivanildo, as mudanças locais costumam demorar de um a quatro dias. Uma pessoa que deseja sair de Boa Viagem para Casa Forte, por exemplo, com um volume de 20 metros cúbicos de mobília, desembolsará, em média, R$ 1,5 mil.

Vai se mudar? Leia mais em Lugar Certo

 

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