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Fórum Suape » Espaço Socioambiental é lançado no Cabo de Santo Agostinho Encontro prevê mobilizar a sociedade a fim de reivindicar as soluções para os problemas da cidade. O evento deverá interagir com outros movimentos que defendem a justiça socioambiental

Publicação: 15/03/2013 16:57 Atualização: 15/03/2013 17:05

Reunir os diversos agentes sociais para promover ciclos de conferências, eventos culturais, exposições de fotos e vídeos, além de mobilizar ações jurídicas junto ao Ministério Público contra as injustiças sociais e ambientais cometidas no território de Suape. Este é  objeivo do Fórum Suape – Espaço socioambiental, realizado nesta sexta-feira, no Cabo de Santo Agostinho. O encontro acontece na Câmara de Vereadores do Cabo, às 19h e conta com o engajamento da população.

O Cabo de Santo Agostinho, detentor do 4º Produto Interno Bruto de Pernambuco, tem uma população de aproximadamente 185 mil habitantes, tendo se destacado pelos investimentos no Complexo Portuário de Suape. No entanto, apesar do avanços, a cidade enfrenta problemas sociais como falta d’ água, engarrafamento, agências bancárias superlotadas, aumento expressivo dos aluguéis, sala de aulas superlotadas, tráfico de drogas, lotação nas emergências e o aumento da violência em diversos bairros.

O objetivo do Fórum é promover a mobilização da sociedade a fim de reivindicar as soluções para esses problemas. O evento deverá interagir com outros movimentos que defendem a justiça socioambiental, no propósito da construção de um "portal" para disseminação das informações.

"Queremos que se respeite os direitos humanos da população que residem há muitos anos naquelas terras", afirma a presidente da Associação Ame a Mãe Terra, uma das apoiadoras da manifestação, Maria Goretti de Sá. O evento é dirigido por 20 organizações locais, regionais e nacionais, com o apoio de pessoas físicas interessadas em discutir a implantação do Complexo de Suape.

haverá ainda um debate com participação de Nivete Azevedo, geógrafa, coordenadora geral do Centro das Mulheres do Cabo, e da equipe de coordenação do Fórum das Entidades Populares. São também convidados o professor Sebastião Fernandes Raulino, representante do Fórum dos Atingidos pela Indústria do Petróleo e Petroquímica nas Cercanias da Baía de Guanabara (FAPP-BG), e Rafaela Danielli Nicola, ecóloga, consultora para "áreas úmidas e modos de vida", membro da WWW- World Wetland Network.
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