O Ministério da Justiça confirmou nesta terça-feira (12) que pediu a extensão da extradição do ex-banqueiro italiano Salvatore Alberto Cacciola à Justiça de Mônaco. O pedido foi feito para que outros processos, como uso de documento falso, falsificação de documento particular e falsidade ideológica, praticados no Brasil antes da extradição, possam prosseguir na Justiça brasileira.
A extradição de Cacciola foi concedida específica para o processo em que o ex-banqueiro foi condenado a 13 anos de prisão, por peculato e gestão fraudulenta na presidência do banco Marka, em 1999. Para que as outras ações tenham continuidade, é preciso que Mônaco autorize.
Após ter ficado foragido na Itália por quase seis anos, Cacciola foi extraditado ao Brasil em julho de 2008 e recolhido ao presídio Bangu 8 em regime de prisão preventiva, onde ficou preso por quatro anos.
Em abril de 2012, o ex-banqueiro recebeu indulto do Tribunal de Justiça do Rio por ter mais de 60 anos e ter cumprido um terço da pena sem ter cometido falta grave nos 12 meses anteriores ao benefício.
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