Por esta o mexicano Carlos Slim, dono da maior fortuna do mundo, segundo a revista Forbes e a consultoria Bloomberg, não esperava. O governo mexicano deve apresentar nesta segunda-feira (1) (11) um projeto de lei para diminuir o domínio do bilionário no mercado de telecomunicações do país. Polêmico, o documento pretende, ainda, combater o comando da televisão mexicana pela rede Televisa.
Com a América Móvil, Carlos Slim controla cerca de 70% do mercado de telefonia móvel e 80% do mercado de telefonia fixa do México. Já a Televisa, controlada pelo magnata Emilio Azcarraga, controla cerca de 60% do mercado televisivo. O projeto de lei criaria uma nova agência regulatória independente que poderia impor penalidades e até mesmo promover a cisão de companhias a fim de reforçar a concorrência.
Além disso, a legislação planejada também estabeleceria tribunais especializados em questões de competição para resolver as disputas no mercado. O governo do presidente Ernesto Peña Nieto, que desde dezembro comanda o México, negociou o projeto com um pequeno grupo de representantes dos dois principais partidos de oposição. No entanto, a proposta pode enfrentar dificuldades no Congresso dividido, onde não há maioria de nenhum partido.
O projeto também preocupa legisladores oposicionistas por conta da possibilidade de que a versão final do texto seja menos radical do que os defensores mais ardorosos da reforma defendem. Se for visto como brando, pode atrapalhar o acordo entre Peña e a oposição para a aprovação de importantes leis de reforma da energia e do sistema tributário, ainda neste ano.
Diversas propostas que tramitam no Congresso mexicano tomam por alvo as manobras judiciais que Slim vem usando para contornar as multas e as ordens de propiciar a concorrentes acesso mais barato à vasta rede de telecomunicações que controla no México, a segunda maior economia latino-americana. Economistas dizem que o controle das duas empresas sobre seus respectivos segmentos econômicos sujeita os mexicanos a preços relativamente altos por esses serviços e prejudica a produtividade do país como um todo.
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