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Alimentação » Self-service é preferência para quem come fora de casa

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 09/03/2013 08:00 Atualização: 08/03/2013 20:22

Elizabeth de Souza aostou no serviço de self-service para seu restaurante (Teresa Maia/DP/D.A.Press)
Elizabeth de Souza aostou no serviço de self-service para seu restaurante

Self-service, à la carte, almoço comercial ou executivo? As opções de alimentação para quem passa o dia inteiro fora de casa, seja por conta do trabalho ou dos estudos, são variadas. Na hora que bate aquela fome, qual delas você prefere? Hoje, a procura pelos serviços de self-service tem crescido em toda a Região Metropolitana do Recife (RMR), apesar de haver opções mais baratas.

Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento da Associação das Empresas de Refeição e Alimentação (Assert), o preço médio de um almoço nos restaurantes recifenses é de R$ 18,84. Desse total, o tradicional prato feito (conhecido também como almoço comercial) é o mais em conta: R$ 10,34, em média. Ainda assim, as pessoas têm preferido montar seu próprio prato. O custo médio do self-service é de R$ 13,64.

“A preferência do recifense por esse tipo de serviço é notória, e a tendência é que as visitas aos estabelecimentos que funcionam nesse sistema aumentem”, afirma o professor de economia da Faculdade Boa Viagem (FBV), Roberto Ferreira. Segundo ele, os consumidores estão mais exigentes e, antes do preço, levam em conta a qualidade dos produtos. “As pessoas hoje querem comer alimentos de qualidade, na quantidade ideal, num estabelecimento que ofereça uma infraestrutura adequada. Por mais que isso vá impactar um pouco mais no bolso, vale a pena”, diz.

O reflexo dessa preferência pode ser visto nas ruas. A equipe do Diario esteve no centro do Recife e constatou o alto movimento nos restaurantes, principalmente os que adotam o sistema por quilo.  A promotora de vendas Jaciara Sales, 41, é uma das centenas de pessoas que optam por fazer seu próprio prato. “Trabalho em toda a cidade, sempre estou na rua. Quando vou almoçar, prefiro um self-service pela variedade de alimentos e porque gosto de colocar a quantidade exata que vou comer”, explica.

De acordo com o coordenador de economia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), apesar da alta procura, o sistema self-service é ideal para pessoas que consomem pouco. “Um prato com até 375g tem um custo-benefício maior nessa modalidade”, diz. “Por conta da quantidade servida nos restaurantes, quem consome 500g, em média, poderá ter uma economia maior se pedir um almoço executivo ou prato à la carte”, explica.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes seccional Pernambuco (Abrasel-PE) não possui estimativas sobre os estabelecimentos que trabalham com refeições por quilo. De acordo com o diretor-executivo da associação, Valter Jarocki, a preferência por determinado tipo de prato depende do bairro e do período do dia. “Temos uma cidade enorme, com 2,5 mil estabelecimentos, que servem todos os tipos de alimentação. Durante o almoço, as pessoas podem preferir um self-service; no jantar, elas podem optar pelo à la carte. É difícil estimar algo”, explica.


Estabelecimentos investem no segmento

Visando essa demanda crescente, alguns empresários estão apostando no serviço de self-service para seus estabelecimentos. É o caso da Cantina Star, localizada na avenida Conde da Boa Vista, que desde 1965 serve pratos à la carte. Há dois anos, o local passou a comercializar também pratos executivos. “Nos próximos dois meses, estaremos inaugurando o nosso self-service”, informa a gerente do estabelecimento, Elizabeth de Souza.

 

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