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Crescimento » Setor de franquias fatura R$ 103 bilhões em 2012

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 06/03/2013 09:42 Atualização:

Quem resolveu investir em franquias em 2012 deve estar satisfeito. No ano passado, o faturamento total do setor atingiu R$ 103 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O montante, comparado ao arrecadado em 2011, equivale a um crescimento de 16,2%. Em relação ao número de redes, o segmento cresceu 19,4%, passando de 2.031 marcas, em 2011, para 2.426, em 2012. Para 2013, a associação prevê um crescimento de 16% no faturamento das franquias, 9% no número de novas redes, 11% na abertura de unidades e a geração de 103.500 empregos diretos.

De acordo com as estatísticas da ABF, a área com faturamento mais elevado foi hotelaria e turismo, cujo percentual de aumento foi de 97,8%. Na segunda posição, aparece o grupo de limpeza e conservação, com variação de 44,5% de crescimento, seguido de informática e eletrônicos, com 32,5% de elevação.

Por arrecadação, hotelaria e turismo passou de R$ 5,5 bilhões (2012) para R$ 2,8 bilhões (2011); limpeza e conservação saltou de R$ 1,055 bilhão, em 2011, para R$ 730,5 milhões, no ano passado;
informática e eletrônicos atingiu R$ 1, 6 bilhão (2012), contra R$ 1,2 bilhão, em 2011. O segmento de esporte, saúde, beleza e lazer abocanhou R$ 17,9 bilhões, no ano passado, contra R$ 14,7 bilhões, em 2011, uma variação de 22%. Depois, é a vez do setor de veículos, que faturou R$ 3,7 bilhões, em 2012, superando os R$ 3,1 bilhões registrados em 2011, um crescimento de 20%.

A avaliação da ABF também mostrou os setores com menor desempenho: fotos, gráficas e sinalização, com expansão de 1,6%; negócios, serviços e outros varejos (inclui postos de gasolina, supermercados, lojas de conveniência, transporte e logística, serviços financeiros, livrarias e papelarias, pet shops e vendas por catálogos), que cresceu 2,6%; e educação e treinamento, com 10,3%.

Além do crescimento no faturamento, as franquias também aumentaram sua participação no Produto Interno Bruto (PIB), passando de 2,1% em 2011 para 2,3% em 2012. Quanto ao número de empregos diretos gerados, o crescimento foi de 12,3%, ou 103 mil novos postos de trabalho gerados em 2012, contra os 941 mil criados em 2011. O número de unidades ou pontos também aumentou, saltando de 93.098 para 104.543. Na análise da ABF, a desaceleração no aumento dos aluguéis de imóveis comerciais teve interferência direta neste dado.

Para o diretor-executivo da ABF, Ricardo Camargo, a mudança de comportamento do consumidor no ramo de fotos, gráficas e sinalização, cuja performance foi inferior, é considerada normal. "As pessoas estão deixando de revelar e imprimir suas fotos e imagens fora de casa, impactando diretamente no modelo do serviço. Certamente, haverá uma migração, uma transformação neste formato", ponderou.

Ele acrescentou que no caso de hotelaria e turismo o que motivou a expansão da categoria foi o ingresso de novos participantes no mercado, como a CVC, que adotou o formato de franquia e atraiu a criação de 700 novas unidades (número aproximado) e um faturamento considerável. Em relação ao grupo de limpeza e conservação, Camargo destacou que o crescimento é explicado pela consolidação da mulher no mercado de trabalho, tendo menos tempo para tarefas caseiras, aliado ao aumento do salário das empregadas domésticas, o que fez com que muitas mulheres trocassem a contratação por serviços como os de lavanderia.

Microfranquias

A ABF também avaliou o perfil das microfranquias, negócios com investimento inicial de até R$ 50 mil e faturamento máximo de R$ 30 mil. Segundo a pesquisa, o segmento apresentou crescimento considerado estável em comparação com as franquias tradicionais. Em faturamento, o índice de aumento foi de 22% em 2012, saltando de R$ 3,7 bilhões (2011) para R$ 4,5 bilhões.

Em número de redes, o aumento de foi de 10%, passando de 336 para 368, na comparação com 2011. Já em unidades, passaram de 12.561 para 13.352, uma expansão de 6%. Segundo a ABF, as microfranquias representaram 4,4% do faturamento do mercado de franquias em 2012. Em 2011, eram 4,2%. As franquias tradicionais apresentaram redução na participação das marcas, passando de 17% em 2011 para 15,2% em 2012. A queda também atingiu o número de unidades, em que a participação foi de 13,5% para 12,8% no período.

"Muitos negócios que eram considerados microfranquias evoluíram e deixaram de ser, seja pelo faturamento ou por um crescimento atípico nesta categoria nos anos anteriores. Era natural essa acomodação”, explicou Camargo. Este comportamento se justifica, segundo ele, por uma certa acomodação no surgimento de novos negócios e pela evolução de algumas marcas.

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