O site de relacionamentos Facebook está enfrentando um processo judicial provocado por uma acionista em função dos problemas em sua oferta pública inicial de ações. No pedido feito à Justiça dos EUA, Gaye Jones quer que o presidente-executivo, Mark Zuckerberg, os membros do conselho e outros executivos da companhia restituam dinheiro investido. Jones detinha ações do Facebook desde fevereiro de 2012.
Nas alegações, a acionista questiona que o conselho do Facebook sabia que a empresa não havia revelado tendências de queda no faturamento relacionadas ao uso de aparelhos móveis para acesso ao site por uma proporção maior de seus usuários. Além disso, ela diz que as informações quanto a isso foram divulgadas de maneira seletiva aos bancos envolvidos na organização da oferta de a alguns investidores cruciais.
A petição interposta pelos representantes legais da acionista informa que “os acusados enriqueceram indevidamente porque realizaram enormes lucros e benefícios financeiros com a oferta pública inicial a despeito de estarem informados sobre as perspectivas diminuídas de faturamento e lucro da empresa, que não foram reveladas publicamente aos investidores”.
A ação solicita que os membros do conselho e os demais acusados restituam o dinheiro que ganharam com a venda de ações na oferta pública inicial, que Gaye Jones alega ter sido realizada por valor superestimado.
No dia de sua oferta pública, as ações do Facebook caíram de US$ 38 para cerca de US$ 25 em um mês. Ontme (4), elas fecharam cotadas a US$ 27,72 na Nasdaq, com queda de seis centavos de dólar. Pouco depois da oferta pública inicial, anunciada em maio de 2012, mais de 50 processos de investidores foram abertos na Justiça americana. Uma proposta de consolidá-los como ação coletiva está sendo julgada em um tribunal federal em Nova York.
De acordo com informações veiculadas na imprensa local, o processo de Jones é derivativo, ou seja, que o acionista está agindo em benefício da companhia e qualquer dinheiro que Zuckerberg e os demais acusados sejam forçados a restituir caberia ao Facebook e não aos acionistas.
Quatro casos derivativos já analisados pelo tribunal foram recusados no mês passado, em parte porque Robert Sweet, o juiz federal encarregado do caso em Manhattan, entendeu que os acionistas interessados não detinham ações da empresa quando o suposto delito foi cometido, antes da oferta pública inicial. Ao indeferir os quatros pedidos, Sweet declarou que o Facebook havia "feito repetidos, explícitos e extensos" alertas sobre o uso ampliado de aplicações móveis.
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda