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Networking » Pernambucanos agarram a chance do voluntariado na Copa das Confederações

Rosa Falcão

Publicação: 02/03/2013 08:00 Atualização: 01/03/2013 23:42


O que leva 40 mil pessoas na faixa etária entre 18 e 85 anos se candidatarem para trabalhar de graça? Em Pernambuco, eles somam 2.219 inscritos, que disputam as 7 mil vagas para atuar como voluntários nos jogos da Copa das Confederações - uma avant-première da Copa do Mundo de 2014. Se relacionar com outras pessoas, conhecer novas culturas, adquirir experiência, abrir oportunidades de emprego. São muitos os motivos que levam os jovens e adultos deixarem as suas atividades profissionais e acadêmicas para se dedicar ao evento esportivo, sem ganhar nada (leia a matéria completa na edição impressa do Diario deste sábado).

Vale a pena? João Marques de Oliveira Neto, 24 anos, garante que sim. Ele cursa o oitavo período de educação física da faculdade Maurício de Nassau. Trabalha durante o dia numa empresa de logística de transportes e estuda à noite. É um dos pernambucanos inscritos no Programa Brasil Voluntário. “Vale a pena, porque vou me deparar com a cultura de vários países e vai agregar valores ao meu currículo profissional.”

É a segunda experiência dele como voluntário. A primeira foi no amistoso Brasil-China. Trabalhou na recepção do público que compareceu ao estádio do Arruda, no dia 10 de setembro. Ele conta que teve dificuldade de atender um chinês porque não fala mandarim, mas com gestos desenrolou o ingresso para o visitante assistir o jogo. “Gostei da primeira experiência e espero repetir agora na Copa das Confederações e Copa do Mundo”, destaca.

A estudante Evelyn Ferreira Gomes, 21 anos, cursa o quinto período de turismo. Ela está disputa por uma vaga. “Para mim o desafio maior é trabalhar com as pessoas. Quero ser selecionada para atender bem o visitante que vem para os jogos.” Para a universitária, o fato de não ser remunerada é o que menos conta.“É uma oportunidade de construir a minha carreira no futuro”, diz confiante.

João Marques, Osvaldo Serejo e Evellyn Ferreira: de olho nos resultados que o trabalho gratuito trará (Paulo Paiva/DP/D.A Press)
João Marques, Osvaldo Serejo e Evellyn Ferreira: de olho nos resultados que o trabalho gratuito trará
Coordenador do curso de educação física da Maurício de Nassau, o professor Osvaldo Serejo acredita que a participação dos estudantes como voluntários abre as oportunidades de vivências práticas da profissão. “Eles vão se tornar conhecidos. Criar um novo ciclo de amizades com pessoas de outras classes sociais e com gestores. Podem surgir oportunidades de emprego até em outros países”, conta.

Marcos Nunes, assessor técnico da Secretaria Extraordinária da Copa em Pernambuco, considera satisfatório o número de voluntários inscritos no estado. Segundo ele, a expectativa é que 1.166 pessoas sejam selecionadas para os jogos da Copa das Confederações na sede Recife, com a possibilidade de serem aproveitadas para o Mundial de 2014. Ele explica que agora inicia a segunda etapa da seleção quando os candidatos devem criar um perfil na rede social Brasil Voluntário para participar de um jogo online.

Além da desenvoltura no jogo, um dos critérios de seleção é a disponibilidade de tempo. A experiência em outro programa de voluntários e o domínio de um segundo idioma também contam pontos. Os selecionados vão participar de um curso presencial com duração de 135 horas a 208 horas, que pode ser usado para abater carga horária nos estágios obrigatórios dos cursos superiores. Boa sorte aos pernambucanos.

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