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Nova York » Mantega diz que está corrigindo distorções da economia brasileira

Agência O Globo

Publicação: 26/02/2013 17:15 Atualização:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (26) que o governo brasileiro está corrigindo três grandes distorções que havia na economia brasileira ao estabilizar a taxa de juros em um patamar mais baixo, diminuir a volatilidade cambial e reduzir a carga tributária, facilitando os investimentos.

O ministro está participando em Nova York de um road show internacional para apresentação das oportunidades de investimento no setor de infraestrutura do país, que poderão chegar a US$ 235 bilhões, segundo o ministro. Dos Estados Unidos, a comitiva do governo irá para Londres e, posteriormente, Tóquio, para a continuidade de apresentações a investidores estrangeiros.

"Estamos pondo em prática no Brasil nova política macroeconômica que estimula o crescimento, com combinação de taxa de juros mais baixa", afirmou Mantega.

Ele acredita que a queda da taxa de juros ajuda a levar o câmbio para um patamar de "maior equilíbrio", já que, anteriormente, com a taxa muito elevada, havia uma "atração exagerada de capital".

"Hoje temos um câmbio estabilizado em patamar mais realista e com baixa volatilidade. O câmbio é flutuante, mas com baixa volatilidade", disse.

O ministro afirmou que continuará com os esforços para reduzir o custo tributário no Brasil. A parte patronal da folha de pagamentos, já eliminada para 40 setores econômicos, será cortada em outros setores, o que deverá beneficiar o país, cuja economia já é considerada por ele como em pleno emprego.

Mantega mostrou-se ainda confiante na aprovação da reforma do ICMS, em tramitação no Senado. "Há grande possibilidade de prosperar e há também outros programas de redução de custos", disse para investidores.

A expectativa é de que, com essas reformas, o país passe a ser mais interessante para investidores internacionais, considerados pelo ministro como essenciais para a realização de todos os investimentos em infraestrutura de que o país necessita. Grande atrativo para o capital estrangeiro deverá ser a taxa de retorno real, estimada em ao menos 10%, dependendo da formação do financiamento.

O governo quer alavancar a participação dos bancos privados nos financiamentos do setor de infraestrutura. Alguns mecanismos financeiros esperados são a utilização da debênture de infraestrutura, isenta de IR e IOF, além de fundos de investimento em direitos creditórios.

Segundo o ministro, poderá haver um mecanismo para que bancos privados recebam diretamente recursos governamentais, sem que isso passe pelo BNDES, como acontece no setor agrícola. O presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho, que faz parte da comitiva, deverá detalhar em breve esses mecanismos.

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