O governo federal não cogita, ao menos por enquanto, reajustar o preço da gasolina neste semente. A informação foi dada, nesta terça-feira (19), pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. No mês passado, a Petrobras reajustou o valor do litro do combustível em 6,6% nas refinarias e em 5,4% no caso do óleo diesel. A medida, segundo a estatal, foi necessária diante da defasagem dos valores dos combustíveis no país em relação às cotações internacionais. O mercado esperava uma correção entre 7% e 10%.
"Esse é um assunto o qual nós não estamos cogitando", disse o ministro, após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), sobre um possível aumento ainda neste semestre. O recente reajuste, o primeiro deste ano, provavelmente não elimina a defasagem, mas dá fôlego para a Petrobras fortalecer seu bilionário plano de investimentos, já que em 2012 os valores defasados dos combustíveis prejudicaram, de acordo com a companhia, os resultados.
Ao longo de boa parte de 2012, a defasagem da gasolina da Petrobras vendida nas refinarias na comparação com o mercado norte-americano, uma referência internacional, esteve acima de 20%. O governo temia o impacto de um aumento do combustível na inflação.
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