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Tesouro Nacional » Recorde: Dívida federal passa de R$ 2 trilhões

Diario de Pernambuco - Diários Associados

Publicação: 05/02/2013 11:26 Atualização:

O Tesouro Nacional informou nesta terça-feira (5) que o total da dívida pública federal do Brasil, incluindo também a dívida externa, cresceu 2,18% em dezembro. Com isso, o valor subiu para R$ 2,007 trilhões, o equivalente a um crescimento de 7,59% em comparada com 2011. O montante, segundo o órgão, é o maior valor nominal da série história, iniciada em janeiro de 2006.

A dívida pública é a composta por títulos do governo federal em poder dos credores. Isso ocorre quando um investidor realiza um investimento (aplicação) em um papel do governo, como o próprio Tesouro Direto, e se torna credor. A ideia é que no futuro, após injetar esses recursos para financiar seus projetos, o governo devolva o dinheiro no futuro com possíveis ganhos para o aplicador.

A dívida pública mobiliária federal interna, representada por títulos vendidos no Brasil, aumentou 2,38% em dezembro em relação a novembro do ano passado, atingindo R$ 1,916 trilhão, até então o maior valor da série histórica.

Uma das razões para a evolução da dívida mobiliária federal interna, em 2012, foi o aumento das emissões para capitalizar os bancos públicos, com o objetivo de dar mais fôlego a essas instituições para ampliar a oferta de crédito no país. A medida foi necessária, segundo o governo federal, para conter o avanço da crise internacional. Só para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram repassados R$ 45 bilhões no ano passado.  

Em 2012, as operações de troca de Letras Financeiras do Tesouro (LFT's) pertencentes a fundos do empresas, órgãos e fundos ligados ao governo federal (extramercado) por títulos prefixados e indexados à inflação também contribuíram para o aumento da dívida. Segundo o governo, a dívida pública ficou dentro da meta prevista no início do ano passado entre R$ 1,950 trilhão e R$ 2,050 trilhões.

O relatório de dezembro mostrou ainda que a parcela prefixada da dívida total ficou em 40% dentro da banda fixada para 2012, cujo teto previsto era de 41%. A parcela da dívida composta por títulos corrigidos pela inflação ficou no teto do intervalo em 33,87%. Já os papéis vinculados à taxa básica de juros (Selic), outro componente de cálculo da dívida, ficou em 21,73%, abaixo da banda delimitada, que previa um piso de 22% e teto de 26%.

Em 2012, houve ainda aumento de 29,98% da parcela da dívida composta por credores estrangeiros em comparação com 2011, totalizando R$ 263 bilhões em títulos da dívida interna brasileira em dezembro de 2012. Isso representa 13,72% do total do estoque da dívida pública mobiliária federal interna.

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