A moção de censura do Fundo Monetário Internacional (FMI) contra a Argentina teve resposta. A presidente Cristina Kirchner fez ataques neste sábado no Twitter contra a organização internacional, depois que o FMI questionou a credibilidade das estatísticas de inflação e crescimento econômico do país.
"Onde estava o FMI que não conseguiu prever nenhuma crise?", perguntou a presidente da Argentina em uma série de postagens para questionar a eficácia do FMI, particularmente na sua atuação perante a crise internacional que começou em 2008.
O FMI deu até setembro para que a Argentina apresente melhoras na credibilidade dos indicadores econômicos, ou o país poderá sofrer represálias como a suspensão de acesso aos recursos do fundo ou à perda de capacidade de voto na organização internacional.
No sábado, o ministro da Economia do país, Hernán Lorenzino, anunciou que será lançado um novo índice de preços ao consumidor no fim deste ano. O anúncio foi feito em entrevista à rádio local La Red.
"Vamos ter um IPC (Índice de Preços ao Consumidor) Nacional que vai substituir o IPC-GBA (que contempla somente a província de Buenos Aires)", disse o ministro, acrescentando que o governo trabalha no novo índice desde 2011.
Consultorias privadas contestam o índice oficial de preços desde 2007, quando o então presidente Néstor Kirchner interveio no Idec, o instituto de estatísticas argentino.
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