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Consumidor » De bar em bar, de mesa em mesa Você sabe quanto custa sair para jantar fora ou tomar uma cerveja com os amigos? O Diario pesquisou os preços praticados nos cardápios de 17 populares bares do Recife. Na lista, entraram petiscos e bebidas bastante consumidos, confira a seguir

Sávio Gabriel - Especial para o Diario

Publicação: 02/02/2013 18:00 Atualização: 05/02/2013 00:37


Reunir os amigos em um bar para o happy hour, comemorar o aniversário com um jantar no seu restaurante preferido ou almoçar fora no domingo. Os hábitos são bastante comuns à classe média do Recife, mas podem acabar custando caro. Muito caro. Dependendo do bairro, o consumidor acaba pagando o triplo por um petisco tradicional como a macaxeira frita, por exemplo. E não precisa ir longe: do Espinheiro ao Parnamirim, ambos na Zona Norte, o tradicional chope da mesa de bar chega a apresentar uma variação de 158,7% no preço de cardápio.

A site do Diario consultou 17 estabelecimentos, entre bares e restaurantes, localizados em bairros da capital pernambucana frequentados pelas classes A e B, como Boa Viagem, Pina, Espinheiro, Graças, Parnamirim, Casa Forte, entre outros. Foram analisados seis petiscos típicos da culinária regional (filé com fritas, macaxeira frita, coxinha, bolinho de bacalhau, caldinho de feijão e arrumadinho), além das bebidas mais populares nestes estabelecimentos (chope, cerveja de 600ml, capirosca de limão, refrigerante em lata e água mineral). O resultado, uma comparação entre os mais caros e os mais baratos da cidade, você vê a seguir.

O Bar do Neno, no Parnamirim, traz a caipirosca e o chope mais caros da pesquisa: R$ 12 e R$ 2,60 (a cada 100 ml) (Roberto Ramos/DP/D.A Press )
O Bar do Neno, no Parnamirim, traz a caipirosca e o chope mais caros da pesquisa: R$ 12 e R$ 2,60 (a cada 100 ml)
A Zona Sul tem o filé com fritas mais “salgado” de toda a pesquisa. O preço do petisco sai a R$ 48 no Guaiamum Gigante, em Boa Viagem. Já o Cordel Botequim, na Rua da Hora, Espinheiro, tem o menor preço: R$ 28,90 (uma variação de 66%). O valor médio do típico filé foi de R$ 36,50 na Zona Norte, contra R$ 38,62 na Zona Sul.

Para quem não dispensa aquele velho chope com os amigos mas quer economizar na hora da conta, a melhor opção continua sendo a Zona Norte. Isso porque lá o preço médio por 100ml, padrão adotado pelo Diario devido à variedade de tamanho dos copos, é de R$ 1,76. Já na Zona Sul, a bebida custa um pouco mais caro: R$ 2,21. O preço mais em conta encontrado pela reportagem foi de R$ 1,30 (por cada 100ml) nos bares Cordel Botequim, no Espinheiro, e Caldinho da Neném, no Pina.

Entre os petiscos mais pedidos, o arrumadinho chega a custar 152,63% mais entre um bar e outro. O mais em conta fica no Fiteiro da Zona Norte (Juliana Leitao/DP/D.A Press.)
Entre os petiscos mais pedidos, o arrumadinho chega a custar 152,63% mais entre um bar e outro. O mais em conta fica no Fiteiro da Zona Norte
Quando pesquisamos outros petiscos, como bolinho de bacalhau e arrumadinho, os bairros da Zona Norte também saem na frente com os preços mais honestos. A tradicional porção de vinagrete, feijão verde, carne de sol ou charque e farofa apresenta uma diferença de 152,63% entre o Guaiamum Gigante (R$ 48), de Boa Viagem, e o Fiteiro Bar, do Parnamirim (R$ 19).

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – seccional Pernambuco (Abrasel-PE), Valter Jarocki, diz que as diferenças de preço são reflexo da realidade vivida por cada estabelecimento. “Os preços não podem ser tabelados. São vários elementos que entram nessa equação, como conta de luz, água, aluguel, quantidade de funcionários”, defende. “Há restaurantes que prezam mais pelo conforto de seus clientes, oferecendo ar-condicionado, manobrista, estacionamento e outros serviços”, pondera.

Nesse sentido, segundo ele, é importante considerar também a localização do estabelecimento. “É preciso ter em mente que cada região tem um custo específico. Manter um estabelecimento no Centro do Recife tem um custo diferente, se comparado a um restaurante localizado em Boa Viagem. Tudo isso se reflete no preço final ao consumidor.”

Para a designer Tuane Duarte, 21, os melhores preços estão na Madalena, Torre e Espinheiro (Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)
Para a designer Tuane Duarte, 21, os melhores preços estão na Madalena, Torre e Espinheiro
Essa diferença de preço entre as diversas regiões da capital pernambucana é sentida pela designer Tuane Duarte, 21, que costuma frequentar os bares da cidade nos fins de semana e agora, por conta das férias, aumentou a quantidade de saídas. Na opinião dela, os melhores preços estão mesmo nos bairros da Zona Norte, como Torre, Espinheiro e Madalena.

Mas como toda regra tem exceção, há bares com preços mais competitivos ao Sul da capital pernambucana. No caso do caldinho de feijão, a diferença é visível: enquanto o copinho é vendido por R$ 7,90 no Central, bar situado na Rua Mamede Simões, Centro do Recife, ele sai por menos da metade do preço (R$ 3) no Biruta, em Brasília Teimosa. A popular coxinha também: o Bazza, no Parnamirim, cobra R$ 9,90 pelo salgado, enquanto ele sai por R$ 3,20 no Entre Amigos de Boa Viagem. A diferença, neste caso, é de 209,37%.

O desconto “mora ao lado”
A boa notícia é que, muitas vezes, o consumidor nem precisa mudar de rua para economizar alguns reais. O Entre Amigos e o Botequim da Hora, ambos localizados na Rua da Hora - conhecido polo gastronômico do Espinheiro - são similares apenas no endereço. No Entre Amigos, a tradicional caipirosca de limão, com vodca nacional, custa R$ 7,40. Já no Botequim da Hora, o drinque sai por R$ 9,20: uma diferença de R$ 1,80.

O refrigerante é uma boa opção para quem não gosta de bebidas alcoólicas ou para crianças. Nas duas regiões pesquisadas, o preço médio se manteve estável: R$ 4,26 (Zona Sul) e R$ 4,11 (Zona Norte). A água, outra bebida indispensável, também variou pouco. Na Zona Norte, o custo médio é de R$ 3,68; já nos bairros da Zona Sul, a garrafinha fica em torno de R$ 3,66.

Quanto custa petiscar e beber...
Chope (valor cobrado por 100ml) Variação de preço:
158,70%
Onde é mais caro:
Bar do Neno (R$ 2,60)
Onde é mais barato:
Cordel Botequim e Caldinho do Neném (R$ 1,30 )
Cerveja
(600ml)

Variação de preço:

66,6%

Onde é mais caro:
Bar Central (R$ 7,50)
Onde é mais barato:
Botequim da Hora (R$ 4,50)
Caipirosca de limão

Variação de preço:

73,90%

Onde é mais caro:
Bar do Neno (R$ 12,00)
Onde é mais barato:
Fiteiro Bar – Parnamirim (R$ 6,90)
Refrigerante
(lata)

Variação de preço:

40%

Onde é mais caro:
Guaiamum Gigante – Boa Viagem (R$ 4,90)
Onde é mais barato:
Bar Central (R$ 3,50)
Água mineral

Variação de preço:

76%

Onde é mais caro:
Guaiamum Gigante – Boa Viagem (R$ 4,40)
Onde é mais barato:
Bar Central (R$ 2,50)
Filé com fritas

Variação de preço:

65,50%

Onde é mais caro:
Guaiamum Gigante – Boa Viagem (R$ 48,00)
Onde é mais barato:
Fiteiro Bar – Parnamirim (R$ 29,00)
Macaxeira frita

Variação de preço:

210%

Onde é mais caro:
Quiosque Chopp Brahma (R$ 15,50)
Onde é mais barato:
Camarada (R$ 5)
Coxinha
(unidade)
Variação de preço:
209,37%
Onde é mais caro:
Bazza (R$ 9,90)
Onde é mais barato:
Entre Amigos - Boa Viagem (R$ 3,20)
Bolinho de bacalhau Variação de preço:
108,87%
Onde é mais caro:
Biruta Bar ( R$ 35,30)
Onde é mais barato:
Caldinho do Neném (R$ 16,90)
Caldinho de feijão Variação de preço:
163,33%
Onde é mais caro:
Bar Central (R$ 7,90)
Onde é mais barato:
Biruta Bar (R$ 3)
Arrumadinho Variação de preço:
152,63%
Onde é mais caro:
Guaiamum Gigante – Boa Viagem (R$ 48)
Onde é mais barato:
Fiteiro Bar – Parnamirim (R$ 19)

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