O dólar comercial interrompeu o movimento de queda das quatro últimas sessões e fechou em alta frente ao real nesta quarta-feira (30), mas se manteve no patamar de R$ 1,98. A moeda norte-americana encerrou negociada a R$ 1,987 na compra e R$ 1,989 na venda, uma alta de 0,20%. Na máxima do dia, a divisa chegou a R$ 2,002 e, na mínima, bateu em R$ 1,984.
O Banco Central (BC) realizou um leilão de venda conjugado com leilão de compra de dólares. Analistas classificam esse tipo de operação como um empréstimo do BC ao bancos quando cai a oferta de dólares no mercado à vista. O BC oferece uma quantidade de dólares e recompra a mesma quantidade em 60 dias. O volume total ofertado foi de US$ 1,27 bilhão. A taxa de câmbio utilizada foi de R$ 1,99. A data da liquidação da operação de compra será dia 1º de abril de 2013.
"Esse leilão não tem impacto direto na cotação, mas ajuda a dar liquidez aos bancos. Esse tipo de leilão acontece no mercado à vista e é feito em espécie. O BC faz esses leilões quando há pouca oferta de dólares. Funciona como uma espécie de empréstimo aos bancos", explica Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da corretora Treviso .
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (30) que a política cambial não mudou e veio para ficar, após as intervenções feitas pelo Banco Central no mercado. "As empresas vão ter competitividade para exportar. O câmbio é flutuante, mas se exagerar na dose, a gente conserta."
Após uma rolagem de US$ 1,85 bilhão em contratos de swap cambial, na segunda-feira (28), o mercado mudou suas expectativas frente ao dólar. Agora, os operadores de câmbio esperam que a moeda flutue abaixo de R$ 2, já que o governo quer evitar pressões mais fortes na inflação. Ainda não se sabe qual é o piso pretendido pelo Banco Central, mas o consenso entre operadores é que a moeda pode se desvalorizar até R$ 1,95.
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