Publicação: 27/01/2013 18:28 Atualização:
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Marcos Walter de Souza, proprietário de um estacionamento no Santa Efigênia há 12 anos, confirma que a rentabilidade de seu negócio supera a de qualquer tipo de aluguel. “Qualquer pessoa que tenha um lote numa região onde haja carência de vagas e condição financeira para montar nele um estacionamento tem uma fonte de renda que supera qualquer aluguel comum”, afirma. “O importante é estar em um lugar estratégico e, de preferência, ser o proprietário dessa área para que o lucro seja interessante”, acrescenta.
De olho nesse mercado, que, segundo ele, foi potencializado nos últimos anos pelo grande número de carros nas ruas, o empresário investiu cerca de R$ 120 mil na instalação de 10 elevadores automotivos, com sistema hidráulico e elétrico. Com isso ele aumentou sua capacidade de 40 carros para 60 carros. “Acho que vale o investimento pela alta rotatividade. A intenção é aumentar o espaço e, por consequência, os ganhos, já que esse é um negócio como outro qualquer”, afirma.
Lucro que nasce no caos
Os bons rendimentos de um estacionamento brotam nas dificuldades de deslocamento em metrópoles como Belo Horizonte. Os entraves sentidos no trânsito, mas também no transporte público têm levado grande parte da população a recorrer ao carro próprio e, por consequência, aos estacionamentos. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), cerca de 288 carros são emplacados por dia em Belo Horizonte e a frota na capital ultrapassa os 1.519.438 veículos, entre carros, motos e caminhões – de acordo com dados de dezembro. No entanto, não há informações oficiais sobre o número de vagas disponíveis na cidade.
Assim como não é possível mensurar o número de vagas disponíveis na capital, também não é possível saber se elas conseguem atender a demanda dos motoristas. O que se sabe, no entanto, é que para manter o carro guardado em segurança é preciso colocar a mão no bolso. Segundo pesquisa de preços realizada pelo site Mercado Mineiro em 61 estacionamentos da cidade entre os dias 21 e 22, para estacionar o carro por uma hora um motorista pode desembolsar de R$ 4 a R$ 16, variação de 300%. O preço médio da hora em um estacionamento, de acordo com a pesquisa, foi de R$ 8,84. A diferença entre os preços é maior quando a comparação considera a fração de 15 minutos. Na capital, o serviço custa de R$ 1 a R$ 5, variação de 400%. Já a fração de 30 minutos pode ser encontrada em Belo Horizonte custando de R$ 2 a R$ 8, diferença de 300%. Com a mesma variação está a fração de 45 minutos, encontrada de R$ 3 a R$ 12. A diária, segundo a pesquisa custa de R$ 12 a R$ 50, variando 316,67%, o pernoite de R$ 10 a R$ 50, com diferença de 400% e mensalidade de R$ 85 a R$ 400, com variação de 370,59%.
LOCALIZAÇÃO
O preço de uma vaga está diretamente ligado à região onde o estacionamento fica. Não à toa, na região circundada pela Avenida do Contorno os valores são bem mais altos. Justamente ali está a maioria das vagas de estacionamento rotativo da cidade, o que dificulta bastante a caçada por um lugar onde deixar o automóvel. “É a região mais adensada e onde estão as principais atividades comerciais da cidade, tais como hospitais, grandes lojas de varejo e edifícios comerciais. É também a região mais antiga da cidade, onde os prédios não têm vagas suficientes para atender ao crescente aumento da demanda”, afirma o diretor da MinasPark, Ênio Dutra de Resende.
Prova disso é que, segundo consulta a pesquisa do site Mercado Mineiro, o bairro com média mais alta de preços é o Funcionários, onde a hora custa R$ 10,33 em média. Enquanto isso, no Coração Eucarístico, apesar da alta demanda dos universitários, o custo é de R$ 4 por hora, ou seja 61,28% inferior ao que é cobrado na Região Centro-Sul. O quesito valorização do bairro também é levado em conta. No caso do Luxemburgo, onde também não há rotativo, o custo médio se assemelha ao dos mais caros (R$ 10). (CM E PF)
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