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Qualidade » Prova dos nove para o fator de proteção solar A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está de olho no que a embalagem destes produtos traz ao consumidor. A fim de recobrar a prevenção ao câncer de pele, o órgão exigirá dos fabricantes novos testes e mudança nos rótulos

Rosa Falcão

Publicação: 27/01/2013 17:00 Atualização:


O consumidor brasileiro ficará mais protegido contra os efeitos nocivos dos raios ultravioletas (UVA e UVB). Com as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os fabricantes de protetor solar terão de reforçar os testes de eficácia do fator de proteção solar (FPS) para garantir a funcionabilidade dos produtos. A partir de janeiro de 2014, os rótulos dos protetores contra a radiação natural terão que informar sobre a atuação dos filtros, e alertar para a necessidade de reaplicação do produto. Outra novidade: fica proibido colocar nas embalagens qualquer indicação que garanta 100% de proteção solar (leia mais na edição impressa do Diario desta segunda-feira).

A RDC 30 da Anvisa está em vigor desde 2012, mas a partir do próximo verão será exigido dos fabricantes de protetor solar as adequações necessárias às novas regras. Por exemplo: o fator de proteção solar (FPS) mínimo comercializado no país terá que passar de dois para seis. Além disso, os testes de eficácia devem comprovar que a fórmula usada no filtro solar equilibra a proteção contra os raios ultravioletas (UVA e UVB). Hoje não há essa obrigatoriedade.

A agência reguladora exigirá que a proteção contra os raios UVA (que incidem durante todo o dia) seja no mínimo de um terço em relação aos raios UVB (que incidem das 10 horas às 15 horas). Na prática, a fórmula de um filtro de proteção 30 contra os raios UVB terá de garantir o fator de proteção 10 para os raios UVA. Na maioria das fórmulas dos protetores que estão no mercado não é exigida a proporção de 1/3 do filtro do raio UVA, cuja incidência é a principal responsável pelo envelhecimento precoce e o câncer de pele.

A partir do próximo verão, será exigido dos fabricantes de protetor solar as adequações necessárias às novas regras (Bruna Monteiro Esp.DP/D.A Press)
A partir do próximo verão, será exigido dos fabricantes de protetor solar as adequações necessárias às novas regras
O dermatologista Josemir Belo, chefe do serviço de dermatologia do Hospital das Clínicas de Pernambuco (HCP), diz que as mudanças são bem-vindas. “Por mais que se faça campanha sobre o envelhecimento e o câncer de pele, o brasileiro não é bem informado quanto ao uso do protetor solar.” Segundo ele, o mais grave é que as pessoas não respeitam o horário de exposição ao sol e usam produtos inadequados (confira as dicas do especialista ao final da matéria).

Em Pernambuco, a rede de farmácias de manipulação Pharmapele já adota as exigências da Anvisa na produção e na rotulagem das linhas de protetor solar (facial e corporal). “Nossas linhas de protetor solar estão enquadradas como cosméticos grau dois, o que garante a eficácia e a segurança na proteção solar”, diz a farmacêutica Fabíola Lima, gerente do departamento técnico da Pharmapele.

Os órgãos de defesa do consumidor destacam as mudanças na rotulagem como as mais importantes promovidas pela Anvisa. “Os rótulos têm de deixar claro a diferença entre bloqueador e protetor solar para não induzir o consumidor ao erro”, diz Carlos Thadeu de Oliveira, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Ele acrescenta que as pessoas são negligentes com os cuidados, o que resulta no crescimento do câncer de pele no país.

A estudante Ariadne Vieira, 18 anos, incorporou cedo o hábito de usar o protetor solar. “Eu sei a importância de prevenir o câncer de pele. No dia a dia, eu uso o fator 50 no rosto e o fator 30 no corpo.” Aplicada nos cuidados com e pele, ela coloca em prática a recomendação dos dermatologistas. “Sei que é preciso reaplicar o protetor solar para garantir que estou protegida.” Fica a dica.

Dicas para se expor ao sol com segurança
1 Use protetor solar no mínimo com o fator de proteção 30
2 Evite se expor ao sol no horário das 10 horas às 15 horas
3 Use chapéu, viseira, camisa
4 Proteja a área dos olhos e lábios
5 Reaplique o protetor solar no mínimo a cada três horas
6 Após molhar a pele, reaplique o protetor solar
Fonte - Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas de Pernambuco (HCP)

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