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Caged » Mercado de trabalho pernambucano encolhe em dezembro e corta 9,6 mil vagas

Publicação: 25/01/2013 19:13 Atualização:

Os setores que registraram maior expansão foram serviços ( 23,2 mil), comércio ( 16,2 mil) e construção civil ( 8,7 mil) (Arquivo/D.A Press)
Os setores que registraram maior expansão foram serviços ( 23,2 mil), comércio ( 16,2 mil) e construção civil ( 8,7 mil)
O mercado de trabalho pernambucano desacelerou em dezembro. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, no último mês houve uma queda de 0,73% no número de empregados com carteira assinada no estado, reflexo da menor atividade econômica do país no segundo semestre. Ao todo, levantamento mostra que 9.637 pessoas perderam seus postos com carteira assinada no mês passado. O estudo, no entanto, não contabiliza os empregos temporários, que são reflexo da injeção do 13º salário na economia.

Entre os municípios que mais demissões do que admissões estão polos industriais como Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes, cujo saldo de dezembro foi de menos 1.033 e 1.131 postos de trabalho, respectivamente. Em Petrolina, onde se concentra o polo de fruticultura do Vale do São Francisco, o resultado do mês passado foi ainda pior: menos 3.608 empregos, o que dá uma variação de -6,53%.

No balanço anual, foram gerados 46.561empregos celetistas no estado, sendo 42 mil deles na Região Metropolitana do Recife (RMR). Em comparação com os 12 meses de 2011, houve um crescimento de 3,64%. Os setores que registraram maior expansão foram serviços (+23,2 mil postos), comércio (+16,2 mil) e construção civil (+8,7 mil).

Resultado nacional
A criação de empregos em 2012 foi a pior em três anos, com a geração de 1.301.842 milhão de postos formais (com carteira assinada) no país até novembro. Antes de 2012, o pior desempenho foi registrado em 2009, ano da crise financeira internacional, quando foram abertas 1.397.844 milhão de vagas.

O salário médio dos trabalhadores brasileiros em 2012, em contraponto, foi 4,69% mais alto do que em 2011. Em média, no ano passado, os salários chegaram a R$ 1.011,77, no ano anterior, os rendimentos somavam R$ 966,45.

“Os números do Caged não são absolutos, não contabilizam os empregos temporários, por exemplo, que são expressivos.  Essa queda na geração de empregos formais decorre dos efeitos da crise financeira internacional, que gerou um desaquecimento no mundo inteiro. O Brasil, mesmo assim, conseguiu responder aos efeitos gerando um saldo positivo. Ainda que não como nos anos anteriores, atendemos ao crescimento da População Economicamente Ativa (PEA)”, explicou o ministro do Trabalho, Brizola Neto.

Segundo ele, a geração de empregos deverá ser retomada em 2013, com a criação média anual de 2 milhões de postos, favorecida por desonerações no setor de energia e das folhas de pagamentos, por isenções de impostos e pela queda da taxa de juros.

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