A polícia grega invadiu uma estação de metrô em Atenas nesta sexta-feira (25) para dispersar metroviários que mantêm, há nove dias, uma greve na capital grega que tem paralisado o transporte público na cidade. Os trabalhadores cruzaram os braços como protesto contra cortes salariais previstos em cerca de 20%.
A intervenção policial se deu após o governo decidir ontem (24) forçar os trabalhadores a voltar ao trabalho. Após a ordem de reincorporação, quem não acatar ao decreto pode ser demitido ou preso. Em resposta ao anúncio do governo, os sindicatos de motoristas de ônibus e trens somaram-se ao protesto e prometeram greve geral nos transportes para hoje e um protesto em frente ao Parlamento.
O confronto é o mais recente teste para a frágil coalizão da Grécia, que tenta implementar as medidas de austeridade exigidas pelos credores estrangeiros para receber o socorro financeiro.
“Quando uma ação trabalhista é julgada como ilegal e abusiva, a lei tem que ser implementada. Todos fizeram sacrifícios e ninguém pode pedir uma exceção”, disse o porta-voz do governo Simos Kedikoglou à TV estatal NET nesta sexta-feira.
Manifestantes e policiais entraram em confronto, quando a polícia forçou sua entrada no metrô onde 90 trabalhadores se reuniram durante a noite em protesto. A polícia deteve ao menos dez trabalhadores. Uma mulher foi levada para o hospital com ferimentos leves.
“Os políticos estão pagando o preço de haver usado o serviço público como um clube privado, em que se podia incorporar mais sócios quando quisesse”, escreveu Nick Malkoutzis, diretor-adjunto da versão em inglês do jornal "Kathimerini" nesta sexta-feira (25).
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