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| Aneel aponta risco de apagão durante a Copa. Foto: Helder Tavares/DP/D.A Press/Arquivo |
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi de encontro ao governo federal e assumiu que o Brasil poderá sofrer novos blecautes de energia em algumas cidades durante a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. O fornecimento de luz, inclusive, está ameaçado em boa parte das cidades-sede, de acordo com um relatório da agência.
O documento leva em consideração o fato de que, a menos de um ano e meio da abertura dos jogos, mais da metade dos 163 empreendimentos necessários para garantir o fornecimento de energia está atrasada ou não saiu do papel. Além disso, o estudo aponta que das 12 cidades-sede apenas duas (Fortaleza e Recife) estão com os projetos em dia. Nas demais (Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Cuiabá, Natal e Curitiba), há sérios atrasos em relação ao cronograma estabelecido pelo governo para promover o campeonato.
De acordo com o estudo, a lista de empreendimentos necessários para a realização do mundial contém novas linhas de transmissão e de distribuição, ampliação e modernização de subestações de energia. As obras são necessárias justamente para evitar apagões nos estádios, aeroportos e nas cidades. O documento aponta, ainda, que as capitais mais atrasadas são Porto Alegre e Brasília. No total, as duas cidades apresentam 35 obras em atraso. A Aneel aponta, inclusive, que no caso da capital brasileira os problemas já ocorram na Copa das Confederações, em junho deste ano.
Segundo o relatório, uma das linhas de distribuição que gerarão energia no Estádio Nacional Mané Garrincha deveria ser concluída em março deste ano, mas só deve ser concluída em junho. O estádio sediará a primeira partida do torneio, entre Brasil e Japão, no dia 15 de junho. Já na capital gaúcha, a Aneel aponta que é "conveniente tomar medidas junto à concessionária".
As obras necessárias para evitar apagões durante a Copa e os prazos de entrega foram definidos pelo grupo de trabalho "GT Copa 2014", em julho de 2011. A Aneel realiza o trabalho de fiscalização do cumprimento das determinações. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, chegou a dizer que o grupo foi criado apenas como uma "precaução a mais".
O documento da Aneel afirma, ainda, que é necessária a "urgente aceleração do ritmo de implantação das obras" e prevê a adoção de "soluções de engenharia alternativas" caso os empreendimentos não fiquem prontos. O documento, no entanto, não especificou que tipos de paliativos seriam adotados se as obras não forem concluídas.
Em nota, Edison Lobão afirmou que "monitora a implantação das obras de distribuição" e que elas "estarão concluídas antes da Copa". O relatório também aponta "especial atenção" às cidades de Manaus, da concessionária Ame (50% de atraso), Rio de Janeiro, servida pela Light (41% de atraso) e Belo Horizonte, atendida pela Cemig (41% de atraso).
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