O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou, nesta terça-feira, 17 integrantes de uma organização criminosa que, segundo as investigações do órgão, atuava no banco Cruzeiro do Sul. Luís Octávio Azeredo Lopes Indio da Costa e Luís Felippe Indio da Costa, ex-controladores do banco, estão entre os denunciados.
Nesta segunda-feira (7), o MPSP ofereceu a denúncia à Justiça, que abrirá a fase de defesa para as pessoas incluídas no processo. Se a Justiça aceitar a acusação, os denunciados se tornam réus.
Segundo o Ministério Público, formação de quadrilha, gestão fraudulenta, estelionato, apropriação indébita e caixa dois e lavagem de dinheiro estão entre os crimes praticados pelo grupo. Os crimes aconteceram entre 2007 e março de 2012. Já a intervenção do Banco Central (BC) na instituição aconteceu em outubro.
Para o Ministério Público, o grupo denunciado criou 320 mil contratos de empréstimos consignados falsos com o uso indevido de CPFs de pessoas que não tinham contratado as operações. Este foi o motivo, na avaliação do órgão, que explica a falsa contabilização de ativos em cerca de R$ 2,5 bilhões.
Além disso, os indiciados teriam subtraído e desviado valores aplicados por correntistas em fundos de investimento. De forma dissimulada, os denunciados teriam repassados recursos para a empresa Patrimonial Maragato, de propriedade dos ex-controladores do banco.
Diversos clientes do Cruzeiro do Sul compraram cotas de dois fundos de investimento em participações, o Platinum e o Equity. Ambos os fundos, que somavam R$ 450 milhões de patrimônio, investiram na Maragato.
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