Os papéis de empresas do setor elétrico estão entre as maiores baixas do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), nesta segunda-feira (7), com o temor de um racionamento de energia no país com os reservatórios das usinas hidrelétricas registrando níveis baixos. Segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, a presidente Dilma Roussef teria marcado uma reunião com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar do assunto.
Os papéis PN da Cemig perdem 3,79% a R$ 21,09; Energias BR ON cai 3,58% a R$ 11,57; Cesp PNB se desvaloriza 3,56% a R$ 18,71 e CPFL Energia ON cai 3,38% a R$ 20,57. No ano passado, os papéis de elétricas tiveram perdas após o governo editar Medida Provisória criando mecanismos para redução das tarifas de energia elétrica. As concessões do setor, que venceriam em 2015 e 2017, foram antecipadas.
Sem indicadores econômicos importantes a serem divulgados nesta segunda-feira e com muitas dúvidas sobre a questão fiscal nos Estados Unidos, os investidores se mostram cautelosos neste início de semana. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu a sessão em leve alta, mas inverteu a tendência e passou a cair, acompanhando os pregões europeus. Por volta de 11h15m, o índice se desvalorizava 0,50% aos 62.213 pontos e volume negociado de R$ 867 milhões. Na semana passada, o Ibovespa teve valorização de 2,58%. O dólar se desvaloriza frente ao real e, no mesmo horário, estava sendo negociado a R$ 2,028 na compra e R$ 2,030 na venda, uma baixa de 0,29%.
Começou a vigorar hoje na BM&FBovespa a nova carteira do Ibovespa. Os papéis ON da Energias BR passaram a fazer parte da carteira, que agora totaliza 69 ativos de 65 empresas. Os cinco ativos que têm o maior peso na composição do índice são: Vale PNA (8,933%), Petrobras PN (8,406%), OGX Petróleo ON (5,019%), Itauunibanco PN (4,413%) e Bradesco PN (3,344%).
Por volta de 11h20m, as ações PNA da Vale subiam 0,41% a R$ 41,34; os papéis PN da Petrobras se desvalorizavam 1,41% a R$ 20,20; as ações ON da OGX caíam 0,40% a R$ 4,99; os papéis PN do Itaú Unibanco perdiam 0,53% a R$ 35,01 e as ações PN do Bradesco se desvalorizavam 0,13% a R$ 37,41.
Ainda no mercado doméstico, o Relatório Focus, do Banco Central, manteve a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012 em 0,98%, enquanto a previsão para este ano sofreu leve ajuste para baixo, para 3,26% ante 3,30% do levantamento anterior.
O adiamento de decisões importantes sobre a questão fiscal nos Estados Unidos, como a elevação do teto da dívida pública, e a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) retirar os estímulos à economia antes do previsto, limitam o espaço para que os investidores assumam posições de maior risco. Além disso, nesta terça-feira, começa nos EUA a temporada de balanços referentes ao quarto trimestre de 2012. A Alcoa será a primeira empresa a divulgar seus números.
Na Europa, as principais Bolsas estão em queda. O índice Ibex, principal da Bolsa de Madri, cai 0,16%; o Cac, da Bolsa de Paris, recua 0,64%; o Dax, do pregão de Frankfurt, se desvaloriza 0,52% e o FTSE, da Bolsa de Londres, recua 0,42%. Mas as ações de bancos registram altas após a flexibilização das regras de gestão de risco para o setor. O índice Stoxx 600 do setor bancário subia 1,7% nesta manhã, enquanto Barclays ganhava 3,5%, Unicredit exibia alta de 4,5% e Deutsche Bank avançava 3,7%.
Em reunião, os principais bancos centrais do mundo flexibilizaram as regras de Basileia III, conjunto de regras de gestão de risco dos bancos, durante o fim de semana. Os bancos poderão apresentar maior número de ativos classificados como de capital próprio e terão até 2019 para se adequar às novas exigências, e não 2015, como previsto originalmente. O objetivo é evitar que as instituições sofram crises de liquidez de curto prazo, e tenham mais tempo para elevar as reservas de capital.
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