Em seus primeiros dois anos de governo, a presidente Dilma Rousseff manteve altos índices de popularidade, contrastantes com o baixo crescimento da economia, especialmente em 2012. No correr do ano, as previsões iniciais do Ministério da Fazenda, de 4,5% de crescimento do PIB, foram continuamente rebaixadas pelo mercado.
Apesar da significativa queda nos juros e das sucessivas medidas de estímulo adotadas pelo governo, o ano terminou com o “pibinho” de apenas 1%. Por causa dele, o Brasil perderá, para o Reino Unido, o posto de sexta maior economia mundial que lhe havia tomado em 2011. Mas 2013 começa promissor, justificando a expectativa da presidente, de que o país venha a ter um “pibão grandão”.
No final de 2012, houve sinais fortes de recuperação da atividade econômica, projetando um crescimento de 1,25% no último trimestre. Os índices trimestrais anteriores foram, pela ordem, de 0,2%, 0,5% e 0,6%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, cravou uma taxa de 4% para 2013. Dilma, em sua última entrevista do ano, assegurou que “o Brasil vai crescer”, mas, cautelosa, evitou falar em índices.
No mercado, alguns analistas são menos otimistas que o ministro quanto ao índice, mas, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao economista-chefe do banco Goldman Sachs, Jim O’Neill, todos acreditam na recuperação brasileira.
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda