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Conflito em Suape » Empreiteiras da refinaria e da petroquímica flexibilizam punições e esperam retorno ao trabalho na segunda-feira Dias parados só serão descontados na rescisão contratual e não haverá desconto da PLR nem da cesta básica referente a esses dias

Micheline Batista

Publicação: 10/08/2012 19:01 Atualização: 11/08/2012 00:18

Além do retorno ao trabalho no início da semana, os patrões também exigem que os operários não façam novas greves ilegais (Blenda Souto Maior/DP/D.A Press)
Além do retorno ao trabalho no início da semana, os patrões também exigem que os operários não façam novas greves ilegais
As empreiteiras responsáveis pelas obras da Refinaria Abreu e Lima e PetroquímicaSuape decidiram flexibilizar as punições aos trabalhadores que entraram em greve para que eles retornem ao trabalho a partir de segunda-feira (13). Agora, os dias parados só serão descontados na rescisão contratual e não vai haver desconto da participação de lucros e resultados (PLR) nem da cesta básica referente a esses dias.

“As empresas entenderam que essa greve não é feita pela maioria dos trabalhadores e decidiram flexibilizar esses pontos, apesar da greve ter sido decretada ilegal e a Justiça ter determinado o desconto dos dias parados”, disse a advogada do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Margareth Rubem.

Segundo ela, os trabalhadores serão comunicados da decisão pelas próprias empresas durante o fim de semana e na segunda-feira. Além do retorno ao trabalho no início da semana, os patrões também exigem que os operários não façam novas greves ilegais e abusivas até a próxima data-base da categoria, que é 1º de agosto. Já o adiantamento quinzenal, diz Margareth, só será pago no dia próximo dia 20 por causa das dificuldades no processamento da folha durante os dias de conflito.

Nesta sexta-feira (10), o clima ainda era de tensão no Complexo Industrial Portuário de Suape. Após a entrada tranquila no início da amanhã, um grupo de trabalhadores começou a questionar o desconto dos dias parados durante a greve e o pagamento das cestas básicas. De acordo com o Sinicon, houve um início de quebra-queda e ameça de incendiar os ônibus dos engenheiros. Por precaução, as empresas liberaram os funcionários.

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