O destino da greve que envolve mais de 50 mil operários da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape, em Ipojuca, será decidido na manhã desta terça-feira (7), às 9h, na Justiça do Trabalho. O dissídio coletivo foi pedido pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), que considerou o movimento abusivo.
A paralisação se arrasta desde o dia 1º de agosto. Nesta segunda-feira (6), a audiência realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT-PE) terminou sem acordo entre patrões e trabalhadores. O procurador-chefe do Trabalho Fábio Farias, que mediou o encontro, lembrou que se abusividade da greve for decretada os trabalhadores deverão retornar de imediato às atividades.
“No que tange à abusividade da greve, não existe dúvida de que a mesma acontece completamente distante do quadro legal admitido no país”, disse Farias. Para o procurador-chefe, nenhuma multa deverá ser imposta ao sindicato trabalhista, mas os dias parados devem ser descontados como conseqüência da irregularidade da paralisação.
Segundo o Sinicon, a greve foi iniciada um dia após ter sido firmado um acordo em assembleia. Foram estabelecidos, entre outros itens, reajuste de 10,5% nos salários, vale-alimentação de R$ 260 e abono dos dias parados durante a mobilização de 27 a 30 de junho.
“Se já havia acordo, nada mais natural, por parte da representação patronal, esperar que se fosse respeitado. Não foi o que aconteceu. A meu juízo, se a categoria não concordou com o acertado pelo sindicato, a atitude prévia a acontecer seria a de afastar a direção do sindicato, que ao ver da categoria, talvez, não tivesse cumprido com o dever de representá-los. Jamais iniciar um movimento grevista”, afirmou o procurador-chefe do Trabalho Fábio Farias. Para ele, apesar dos trabalhores serem representados pelo Sintepav, a nova greve teria sido encabeçada por grupos divergentes.
Para o sindicato dos trabalhadores, a nova paralisação se deu mais pela intimidação aos grevistas e pela falta do transporte regular do que pela mobilização da categoria de maneira legítima. Por isso, o Sintepav-PE requereu plena vigência da Convenção Coletiva do Trabalho, inocorrência de ilegalidade do movimento paredista, pagamento dos dias parados e o não pagamento de multa pelo sindicato.
Esta matéria tem: (2) comentários
Autor: joão souza
E o Sr. Aldo diz que ele assina acordo e não respeita a opinião da categoria e ainda vem invocar deus deus não tem nada a ver com sidicato que tbm não presta conta dos recursos que entram em seu sindicato que por sinal é muito dinheiro preste conta seu Aldo e sua corja e deixem deus de fora do sind. | Denuncie |
Autor: joão souza
Este sindicato não tem competência para representar uma classe de trabalhadores eles venderam toda a classe na primeira assembleia mandando todos embora para depois com meia duzia de pessoas dizer que estava aceito o acordo e vão vender de novo no juizado toma vergonha seu Aldo vc é um pilantra | Denuncie |