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Suape » Greve acaba no consórcio Cabeços, mas continua na petroquímica Trabalhadores realizarão uma assembleia nesta quinta-feira (21) para decidir se voltam ou não ao batente

Micheline Batista

Publicação: 19/06/2012 17:07 Atualização: 19/06/2012 19:01

A greve deflagrada pelos cerca de sete mil trabalhadores da construtora Norberto Odebrecht que atuam na obra PetroquímicaSuape, em Ipojuca, continua pelo menos até a próxima quinta-feira (21). Neste dia está prevista a realização de uma assembleia, às 7h, quando os operários decidem se voltam ou não ao batente. Já os cerca de 400 funcionários do consórcio Cabeço decidiram encerrar a paralisação nesta terça-feira (19).

Os trabalhadores da obra da PetroquímicaSuape estão alegando o descumprimento de normas de segurança do trabalho e reivindicam o pagamento do adicional de periculosidade de 30%. O movimento começou com os eletricistas da obra da fábrica de PTA, que passaram a reivindicar o pagamento do adicional de periculosidade depois que a subestação foi energizada. Posteriormente, os eletricistas do POY/PET também resolveram pleitear o adicional.

“Continua tudo na mesma. Quinta-feira teremos uma assembleia”, informou no início da noite Rogério Rocha, assessor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintepav-PE). O sindicato está intermediando as negociações com a Odebrecht.

Segundo a diretoria do sindicato, o acidente ocorrido na obra de proteção dos cabeços norte e sul da abertura dos arrecifes de acesso ao porto interno de Suape contribuiu para que os trabalhadores da PetroquímicaSuape decidissem pela greve. Nessa outra obra, trocada pelo consórcio Cabeços (Andrade Gutierrez/OAS), um trabalhador morreu enquanto operava um equipamento. As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas. Apesar disso, os cerca de 400 operarários do Cabeços decidiram hoje voltar ao trabalho.

A PetroquímicaSuape é composta por três plantas, sendo uma de PTA (ácido tereftálico purificado), outra de resina PET e uma terceira de polímeros e fios de poliéster, comumente chamada de POY. O investimento da Petroquisa, subsidiária da Petrobras, é de R$ 6 bilhões.

Esta é a segunda paralisação que ocorre este ano no empreendimento. Em fevereiro, cerca de dez mil trabalhadores cruzaram os braços por supostos erros no pagamento do programa de participação nos lucros e resultados (PLR). A Odebrecht só vai se pronunciar sobre esta greve quando houver um encaminhamento para o assunto.

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