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Telinha Série Amorteamo, que estreia nesta sexta, traz assombrações recifenses para as telinhas Produção da TV Globo terá ritmo cinematográfico e trilha sonora de pernambucanos como Lirinha e Juliano Holanda

Por: Fernanda Guerra - Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/05/2015 09:00 Atualizado em: 08/05/2015 11:36


Ator Johnny Massaro em cena de "Amorteamo". Crédito: TV Globo/Divulgação
Ator Johnny Massaro em cena de "Amorteamo". Crédito: TV Globo/Divulgação

Amor, morte, vingança e maldição são elementos da série Amorteamo, a primeira de terror da TV Globo. Antes mesmo da estreia, o seriado chama a atenção pelo perfil cinematográfico e por ser descentralizador. “É um cinema dentro da TV. Foi filmada com duas câmeras e ritmo cinematográfico”, resume o ator pernambucano Aramis Trindade.

O melodrama sobrenatural foge do eixo Rio-São Paulo, tão predominante em produções globais, e se passa no Recife do início do século 20, apesar de ter sido gravada no Projac. A atração conta com um time de conterrâneos pernambucanos envolvidos: direção de Flávia Lacerda, roteiro de Guel Arraes e Newton Moreno - ao lado de Claudio Paiva -, oito atores do estado e concepção musical João Falcão e Juliano Holanda. O primeiro episódio vai ao ar nesta sexta-feira (08), após o Globo Repórter.

Inicialmente intitulada de Assombrações, a trama fala sobre amor e morte - trocadilho do título - a partir de uma família amaldiçoada. Em triângulos amorosos, personagens com histórias e romances mal-resolvidos ressurgem por amor ou vingança após a morte. No meio do suspense melodramático, os pernambucanos Aramis Trindade e Bruno Garcia vivem os irmãos Manoel e Jeremias no núcleo mais cômico, ao lado de Guta Stresser, que interpreta Cândida.

Manoel herdou três coisas do irmão, Jeremias: o bar, a mulher (Cândida) e a peruca. Assim como os personagens de Daniel de Oliveira (Chico) e Marina Ruy Barbosa (Malvina), Jeremias é um morto-vivo que retorna para cobrar o que era dele. “Amorteamo é importante por dar uma descentralizada no elenco, com atores do Recife com papéis com igual importância a dos protagonistas. Não é todo mundo de olho azul ou do Sudeste”, analisa Aramis.

Além de interpretar a prostituta Maria, braço direito da dona do bordel, Dora (Maria Luiza Mendonça), a pernambucana Lívia Falcão também fez o trabalho de preparação de elenco e prosódia.

“Começamos em fevereiro e prolongamos até o fim da gravação. Com a caracterização, o processo deu um salto”, comenta Lívia, que indicou referências contemporâneas do cinema e da música de Pernambuco ao elenco. Entre elas, os longas Tatuagem e O som ao redor, além de composições de Lia de Itamaracá, Mestre Salustiano, Lirinha e do próprio Juliano Holanda.

Ainda no time de pernambucanos, Adélio Lima (Tião) vive o capataz de Aragão (Jackson Antunes); Gheusa Sena (Zefa) interpreta a mãe de Lena (Arianne Botelho); Felipe Koury (médico) faz o parto de Gabriel (Johnny Massaro), Isadora Melo é uma cantora de bordel e Paulo de Pontes, um delegado.

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