Criada em 2010 para reunir práticas e teorias da arquitetura contemporânea, a revista trimestral Plot, de Buenos Aires, dedicou um dossiê ao que definiu como “novas práticas no Rio de Janeiro” — leia-se: arquitetos jovens que formam uma nova geração na cidade. Os citados no oitavo número da publicação são os escritórios Campo, Blac e Rua e os arquitetos Nanda Eskes e Marco Favero. A revista terá lançamento no Rio, no início de setembro.
No prefácio, Gabriel Duarte, um dos fundadores do escritório Campo, discorre sobre a dificuldade em afirmar que há uma nova geração e tenta definir qual seria o elemento de convergência para que tal conjunto existisse — para ele, trata-se do fato de compartilharem “as mesmas preocupações”, entre elas, justamente a “falta de um discurso de desenho unificado não só na educação, mas também na comunidade arquitetônica do Rio em geral”. “O que realmente nos define como uma jovem geração de arquitetos cariocas é o Rio como uma condição, não como um lugar. Para nós, o Rio é a metonímia, a personificação, a aliteração da condição urbana contemporânea, imprescindível e constantemente em transformação”, completa Duarte.
A revista dá destaque a projetos como o da renovação do Hotel Nacional e a sala de dança do Sesc Quitandinha (ambos do escritório Campo) e os define como “economicamente eficientes e inovadores”. São citados também os projetos da Ponte Rio das Ostras, do escritório Blac, e da galeria Progetti, do Rua Arquitetos. De Nanda Eskes, a Plot menciona, por exemplo, o ateliê do artista Tunga (na Barra, feito em colaboração com Nidia Kurtin). Para Nanda, a nova geração de arquitetos surge num contexto de transformação:
"Nos últimos 20 anos, o mundo mudou radicalmente: as cidades explodiram, houve a globalização e uma mudança nos métodos de trabalho devido à informática e ao 3D", diz. "Com isso, a arquitetura se transforma, aparecem novas formas de trabalhar e uma nova geração que responde a questões que não existiam antigamente".
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