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Homenagem Salve o mestre!

Por: Ana Paula Lisboa - Correio Braziliense

Publicado em: 02/12/2013 13:02 Atualizado em:

Cecília do Amaral arrasou ao som de canções da MPB (Escola Classe 204/Divulgação)
Cecília do Amaral arrasou ao som de canções da MPB

Vinicius de Moraes, você sabe quem é, não é mesmo? Ele foi poeta, compositor, diplomata, bacharel em letras e em direito, crítico de cinema, autor de peças teatrais e muito mais. Na Escola Classe 204 Sul, desde o início do ano, o legado artístico e literário deixado por ele ao longo de 67 anos de vida é um dos temas centrais em todas as salas de aula. Os alunos mostraram o resultado de tanto tempo de trabalho numa feira cultural em homenagem ao escritor, conhecido como “poetinha”, por causa do apelido dado pelo amigo, o compositor e pianista Tom Jobim.

Os estudantes celebraram o ano em que Vinicius de Moraes completaria 100 anos se estivesse vivo, com apresentações musicais, cartazes, estandes, trabalhos com reciclagem, poemas e muito mais. Isadora Castro, 8 anos, interpretou a própria Garota de Ipanema, musa da canção feita por Vinicius de Moraes em parceria com Tom Jobim. "Adoro dançar e ensaiei muito para ser a Garota de Ipanema, que é cheia de graça. Também escrevi um poema sobre uma formiga, inspirada pela obra dele. Minha turma fez bichinhos com materiais reciclados. Eram os animais que apareciam nas poesias dele, como joaninha, cachorro e o meu preferido, o porquinho", explica.

 

Cecília do Amaral, 10, arrasou numa apresentação de dança sobre música popular brasileira e aprendeu um bocado sobre o grande poeta. "Meu poema preferido é As borboletas, que fala sobre vários tipos delas", destaca.

 

Minibiografia
Vinicius de Moraes nasceu em 1913 no Rio de Janeiro. O pai dele era poeta e violinista amador e a mãe tocava piano. Influenciado pelo lado artístico dos pais, começou a escrever poesias aos 9 anos e não parou mais. Ao longo dos anos se aperfeiçoou e, com maestria,combinava palavras, rimava e encantava. Na vida adulta, não se dedicou apenas à poesia: trabalhou como diplomata, crítico de cinema e autor de peças de teatro. Lançou vários livros, muitos deles feitos para crianças como A arca de Noé: poemas infantis. Vinicius morreu em 1980 e deixou como legado 13 livros de poemas, dois livros de crônicas, 24 discos, quatro roteiros de peças de teatro, além de muitos fãs cativos.
 



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