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Ciência O poder do veneno

Publicado em: 14/11/2013 10:28 Atualizado em:

O Museu Americano de História Natural de Nova York apresenta O Poder do Veneno, uma exposição que explora os mitos e as verdades desta substância de forma didática e divertida.

"O que evoluiu em animais e plantas como uma defesa contra predadores ou um meio de predação tem sido usado através da história por seres humanos para magia, assassinato, maldade, intoxicação e, cada vez mais, na medicina moderna", afirmou a diretora do museu, Ellen Futter, ao inaugurar a mostra para a imprensa. A exibição, que será aberta ao público no sábado e poderá ser visitada até 10 de agosto de 2014, "revela as coisas estranhas e inclusive intrigantes que acontecem quando os seres humanos e substâncias tóxicas se encontram", acrescentou a encarregada.

A exposição começa com uma seção dedicada à selva do Chocó (noroeste da Colômbia), conhecida por abrigar várias espécies venenosas, que o visitante pode observar enquanto avança por um espaço escuro e decorado com vegetação tropical.

As estrelas desta seção são três pequenas e belas rãs douradas venenosas ('Phyllobates terribilis'), cuja peles são impregnadas de um alcaloide denominado batracotoxina em quantidade suficiente para matar dez pessoas. Formigas, lagartas, escorpiões, aranhas, peixes: são muitas as espécies que podem ter veneno, embora talvez as mais identificadas com esta característica no imaginário popular sejam as serpentes. Das cerca de 3.000 espécies que existem na Terra, entre 250 e 500 têm substâncias tóxicas capazes de causar problemas de saúde nos humanos.

Mas o que torna o veneno especial não é tanto sua presença nos animais, mas seu uso desde épocas ancestrais, a começar pelo conhecimento de botânica como fonte de poder e magia.

A mostra visita mitos e lendas, como a Branca de Neve, as bruxas de "Macbeth", de Shakespeare, e o Chapeleiro Maluco de "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll. Nesse caso, seu comportamento estranho teria um pé na realidade: os trabalhadores da indústria dos chapéus nos séculos XVIII e XIX sofriam sintomas de envenenamento por mercúrio, usado para remover o pelo dos animais.

 


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