• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
História Da Monarquia à República

Por: Gabriel Catunda

Publicado em: 07/11/2013 12:26 Atualizado em: 07/11/2013 13:33

Lei áurea pois fim ao sofrimento da população negra que chegou da África para trabalhar nas lavouras de café (Brasilescola.com)
Lei áurea pois fim ao sofrimento da população negra que chegou da África para trabalhar nas lavouras de café
No dia 15 de novembro, os brasileiros comemoram um dos evento mais importantes da história do país: a Proclamação da República. Para entendermos melhor o que significa essa data e conhecer a linha do tempo que levou à realização desse fato no nosso país, o Diarinho conversou com o professor de história do Ensino Fundamental II do Colégio e Curso Brandeira, Breno Costa Leal que explicou todo o processo iniciado em 1808 com a fuga da família real portuguesa para o Brasil e continuada com 1822, com a Independência do Brasil, até o dia da posse do Marechal Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente brasileiro.

Monarquia como forma de governo

“O ano de 1889 foi um período muito turbulento na história do Brasil, mas para compreendê-lo é necessário voltarmos um pouco mais no tempo, em meados do século 19, quando boa parte dos países da América do Sul estavam se tornando independentes. O Paraguai em 1811, o Chile em 1818, A Venezuela em 1819, a Colombia, o Equador e o Peru em 1821, e um pouco mais tarde, a Bolívia em 1825, depois de conquistarem a liberdade, todos esses países optaram pelo regime republicano. Só no Brasil foi diferente. Naquela época, a canarinha foi a única nação do continente americano que manteve a monarquia como regime de governo”, explica o professor Breno Costa.

Apoio à Monarquia

Os articuladores da Monarquia acreditavam que esta forma de governo, apoiada na figura do rei, era a melhor forma de evitar a separação das províncias. Eles temiam que o território brasileiro fosse dividido e desse origem a países menores e independentes.

Primeiro Reinado (1822-1831)

No início, Dom Pedro I fez uma boa administração, mas nove anos após a independência do Brasil, o governo dele estava extremamente desgastado. Sentindo o descontentamento do povo, o regente percebeu que não tinha mais autoridade e forças políticas para se manter no poder. Em 7 de abril de 1831, abdicou ao trono em favor de seu filho, Pedro de Alcântara, futuro Dom Pedro II, de apenas 5 anos de idade.

O café e a escravidão

Os anos seguintes foram bons para a economia do Império. De 1831 a 1870, o cultivo e comercialização do café cresceram bastante no Brasil. Para trabalhar nas fazendas cafeeiras, foram trazidos da África mais de um milhão de escravos negros. A escravidão foi uma grande mancha na história do Brasil, principalmente durante o segundo reinado.

Militares x Monarquia

A Guerra do Paraguai colocou a aliança formada entre Brasil, Uruguai e Argentina contra o Paraguai. Foi a mais longa e terrível guerra que a  América do Sul já viu. Ela aconteceu entre os anos de 1864 e 1870. O alto custo do conflito fez com que o governo destinasse um reduzido orçamento ao exército nos anos seguintes ao fim da guerra. Essa situação foi o começo de uma série de desentendimentos entre o governo e os militares.

Abolição da escravidão

Um ano antes da proclamação da independência, em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, regente do império na ausência de Dom Pedro II, que estava em viagem internacional, assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Os fazendeiros, representantes da elite nacional e principais proprietários destes escravos não gostaram da atitude da princesa e passaram a simpatizar com a questão republicana.

Militares derrubam o novo gabinete

Em julho de 1889, subiu ao poder o ministério chefiado pelo Visconde de Ouro Preto. O novo gabinete tomou diversas medidas para tentar controlar a área militar, o que desagradou as autoridades do Exército, que resolveram se rebelar. As tropas rebeladas entraram no Campo de Santana, sede do governo, no início da manhã de 15 de novembro de 1889 com cerca de 600 homens. O marechal Deodoro da Fonseca rumou a cavalo ao Gabinete do Visconde de Ouro Preto onde estava reunido o ministério, seguido de um grupo de acompanhantes. Deodoro mandou prender e deportar o Chefe de Gabinete e o Ministro da Guerra.

E veio a República!

À noite, formalizou-se a composição do novo ministério, com Deodoro como presidente e Benjamin Constant como Ministro da Guerra, e se assinou o primeiro decreto republicano, que dizia no primeiro artigo: "Fica proclamada provisoriamente e decretada como forma de governo da Nação brasileira a República Federativa".





Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.