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Chegou o dia do bicho! Hoje é comemorado o Dia Mundial dos Animais. Nessa data, é importante lembrar que todos eles, com e sem raça, precisam de cuidado e merecem respeito durante o ano inteiro

Publicado em: 04/10/2013 08:10 Atualizado em: 04/10/2013 12:12

Cachorros e gatos de raça enchem os olhos, com pelagens, cores, tamanhos, personalidade e outras características especiais. Talvez você sinta vontade de ter um bicho com pedigree, mas é importante saber que os vira-latas são tão bons companheiros quanto os de raça, ora essa!

Muitos vira-latas sofrem nas ruas. Por isso, quando se adota um animal, em vez de comprar um, você salva uma vida. Bichos abandonados e maltratados podem esperar muito tempo para ganhar um lar.

Conheça crianças que resgataram animais e deram a eles a chance de uma vida feliz.

Lar temporário

Paola, a mãe, Ana Paula, e alguns dos 12 cachorros acolhidos por elas em casa. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press
Paola, a mãe, Ana Paula, e alguns dos 12 cachorros acolhidos por elas em casa. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Paola Hoffmann, 10 anos, e a mãe, Ana Paula Vasconcelos, têm quatro cachorros, Lilica, Miley, Fredo e Gru, e abrigam outros 12 cães em casa. Há 6 anos, a dupla oferece lar temporário até que os cachorros sejam adotados.

Nesse meio tempo, elas dão comida, banho, tratamento veterinário e afeto. Paola e a mãe só permitem a adoção depois de conhecerem a pessoa e se certificarem de que o animal não será maltratado, e já avisam: se for abandonar, é melhor devolver.

Sempre que um cão ganha um dono, abre-se uma vaga na casa para que outro seja hospedado. A estudante do 5º ano do ensino fundamental fica chateada com a venda de animais:

— Na minha turma, quase todo mundo tem cachorro de raça. Meus colegas têm preconceito contra cachorros de rua, pois acham que eles são sujos e doentes. Só que não é assim. Se tem tanto cachorro na rua esperando um lar, por que comprar?

Salvo por um triz

Belo vive na "folga" com as irmãs, Luana e Camila. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press
Belo vive na "folga" com as irmãs, Luana e Camila. Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press

Belo, um cachorro amarelado, foi atropelado, mas foi amparado por um abrigo de animais e conseguiu se recuperar, apesar de ter ficado com um problema para andar. Há três semanas, a vida desse animalzinho mudou: as irmãs Luana, 8 anos, e Camila Pereira, 11, se encantaram com ele numa feira de animais e o levaram para casa, com o apoio do pai, Carlito Pereira, e da mãe, Marinalva Gonçalves. Camila explica o porquê da escolha:

— O Belo era o mais bonito da feira. Eu prefiro adotar do que comprar um bichinho, porque, agora, a gente faz ele ser feliz e ele estava precisando muito disso.

Apesar do problema nas patas, Belo não para quieto: corre atrás da bolinha, anda para cima e para baixo. Dentro de casa, é um verdadeiro rei — tem uma cama e vive sendo penteado pelas donas. Luana conta o que cada um faz pelo novo integrante da família:

— Eu e minha irmã damos ração, passeamos e brincamos com ele. Minha mãe dá banho e meu pai dá carinho.

Daniel, Noemi, Ana Gabriela, Ana Carolina e seus xodós. Crédito: Geyson Lenin Esp. CB/D.A Press
Daniel, Noemi, Ana Gabriela, Ana Carolina e seus xodós. Crédito: Geyson Lenin Esp. CB/D.A Press
Família de protetores

Todo fim de semana, as irmãs Ana Carolina, 7 anos, e Ana Gabriela Magela, 13, vão ao Augusto Abrigo como voluntárias: elas dão banho, brincam, passeiam e levam alegria a animais sem dono. Ana Gabriela conta que foi um desafio fazer amizade com um dos moradores do canil, o Minhoca:

—  Meninos jogavam pedras nele na rua e ele criou aversão a crianças. Na primeira vez, ele até mordeu meu calcanhar, mas, com carinho e paciência, ele passou a gostar de mim.

Os pais, Noemi Galasso e Daniel Magela, criaram as filhas junto com cachorros desde pequenininhas e a família tem três cães adotados. Cisco, de 10 anos, foi encontrado desnutrido e com problemas nas patas traseiras. A segunda a se juntar à família foi Bebela, de 4 anos — a cachorrinha quase morreu depois de ter sido jogada, ainda filhote, num bueiro. Há um mês, a família acolheu mais uma, a Rosinha, de 12 anos

E, para cuidar do trio canino, Ana Carolina e Ana Gabriela se dividem para limpar a casa, dar ração, passear e fazer exercícios para que os melhores amigos não engordem.— De vez em quando, eles fazem xixi fora do lugar e nós temos de limpar. Dá trabalho, mas vale a pena, porque os cachorros são maravilhosos.

Caminhos cruzados

Há mais de 2 anos, quando voltavam para casa, Anamartha Neves e os filhos, Pedro e Paulo Dantas, 11 anos, encontraram uma cadela vira-lata no portão. No momento em que abriram a porta, a cachorra entrou e não quis mais sair. A família se apegou e o animal ganhou o nome de Luna.

Anamartha, o cão Hulck, os gêmeos Paulo e Pedro e a cadela Luna. Crédito: Paula Rafiza Esp. CB/D.A Press
Anamartha, o cão Hulck, os gêmeos Paulo e Pedro e a cadela Luna. Crédito: Paula Rafiza Esp. CB/D.A Press

Na época, a cadela estava assustada e arisca, mas o amor dos novos donos a fizeram revelar seu lado brincalhão. Além de Luna, os irmãos gêmeos também têm Hulck, um cão da raça Yorkshire. Os animais preferidos de Paulo são o lobo e seu parente distante, o cachorro:

— Eu gosto dos lobos porque eles são livres, trabalham em equipe e moram na neve.

Já os cachorros são fiéis e bons companheiros, que brincam e gostam da gente.

Pedro descreve Luna:

— A Luna adora brincar com um pedaço de bambu e, quando jogamos, ela corre e trás de volta.



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