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CULTURA Di Cavalcanti: O brasileiro que pintou o samba, o mangue e as favelas

Publicado em: 06/09/2013 08:00 Atualizado em: 09/09/2013 08:27

Um dos primeiros artistas a retratar a realidade brasileira nas suas obras foi o carioca Di Cavalcanti, que completaria 116 anos na data de hoje. O carnaval, o samba, o mangue, as mulheres, as favelas, e outros elementos muito característicos do Brasil eram temas frequentes de suas telas.

Cavalcanti foi um dos idealizadores da histórica Semana de Arte Moderna de 1922, junto com Mario de Andrade e Oswald de Andrade, e para a qual elaborou a capa do catálogo da exposição e exibiu 11 telas junto com outros grandes nomes do modernismo.

Morou algum tempo no Recife, onde manteve contato com Gilberto Freyre, o pintor Cícero Dias, Lula Cardoso Ayres, entre outros artistas e escritores, e ilustrou a capa do livro "Carnaval" de Manuel Bandeira. Entre suas principais obras estão "Samba (1925)", "Mangue (1929)" e "Mulheres com frutas (1932)".

A tela "Samba" é considerada a maior obra do pintor, e pertencia a uma coleção particular. Em agosto de 2012, um incêndiu atingiu o apartamento do colecionador, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e destruiu a pintura. Do quadro só restou os pés dos personagens (cerca de 30% da tela). A pintura era considerada a melhor representação da cultura negra realizada no modernismo brasileiro.

Di Cavalcanti morreu no Rio de Janeiro, em 1976, aos 76 anos.

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