Internacional - Ações Presidente de banco espanhol acha que governo pode lucrar com ajuda à empresa

Publicado em: 27/05/2012 15:30 Atualizado em:

 

O presidente do quarto banco espanhol, Bankia, José Ignacio Goirigolzarri, demonstrou neste domingo sua confiança de que o Estado poderá recuperar no futuro sua ajuda recorde à entidade de mais de 20 bilhões de euros mediante a venda de suas ações "ao maior preço possível".

"O Estado vai injetar capital no Bankia e a obrigação de uma companhia quando recebe capital, seja de quem for, não é devolver este capital, e sim ser capaz de gerar valor e oferecer rentabilidade a esta contribuição", disse Goirigolzarri citado em um comunicado do Bankia.

"Esta será a melhor maneira para que o Estado, quando considerar oportuno e mediante o mecanismo que desejar, possa vender as ações que vai tomar do Bankia ao maior preço possível com o consequente lucro para os contribuintes", acrescentou o presidente do quarto banco espanhol.

"Esta é a prioridade da nova equipe gestora do Bankia, fazer uma gestão eficiente, austera e transparente que gere valor", afirmou.

Goirigolzarri matizou desta maneira suas palavras na coletiva de imprensa de sábado, na qual afirmou que a ajuda não se articulará através de empréstimos, mas de ampliações de capital, razão pela qual "é capital e não se deve falar de devolver nada, e sim de criar valor para os acionistas".

O presidente do Bankia falou no sábado depois que a entidade anunciou na sexta-feira que precisava de 19 bilhões de euros adicionais para seu saneamento, após uma primeira ajuda pública de 4,465 bilhões de euros, concedida no dia 9 de maio - mediante a transformação em ações de um crédito do fundo público para a reestruturação do sistema bancário espanhol - que levou à nacionalização parcial do banco.

O Estado espanhol se comprometeu a fornecer todos os fundos necessários para o Bankia, que representa 10% do sistema financeiro espanhol, razão pela qual é considerado um banco "sistêmico", cuja eventual quebra contaminaria todo o setor, fragilizado pela explosão da bolha imobiliária em 2008.

Dos grandes bancos espanhóis, o Bankia é o mais exposto ao setor imobiliário: 37,5 bilhões de euros no fim de 2011, dos quais 31,8 bilhões são considerados problemáticos, por seu valor incerto (créditos duvidosos com risco de não ser pagos, imóveis embargados, etc.).

Da AFP Paris


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