descoberta Estudo afirma que exame de sangue poderá detectar câncer de pulmão em estágio inicial O estudo foi apresentado em Chicago, nos EUA, no Encontro Anual da ASCO

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 20/06/2018 16:35 Atualizado em: 20/06/2018 17:02

O ensaio envolveu mais de 15 mil pessoas residentes em 141 localidades dos Estados Unidos e Canadá. Foto: Reprodução/Internet
O ensaio envolveu mais de 15 mil pessoas residentes em 141 localidades dos Estados Unidos e Canadá. Foto: Reprodução/Internet

Pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute apresentaram no Encontro Anual da ASCO este mês, em Chicago, os resultados de um estudo baseado em um sofisticado exame de sangue capaz de identificar a presença de fragmentos de DNA do tumor de pulmão em fase inicial na corrente sanguínea.

Intitulado 'Sequenciamento do Genoma Geral para Detecção do Câncer de Pulmão em Estágio Precoce de DNA Livre de Células Plasmáticas (cfDNA): O Atlas do Genoma do Câncer Circulante', o ensaio revelou que a identificação do tumor pode ocorrer a partir de um exame de sangue, usando o sequenciamento do genoma.

Embora o tratamento do câncer pulmão em seus estágios iniciais aumente drasticamente as taxas de sobrevida do paciente, a detecção da doença nas fases preliminares tem se mostrado cada vez mais desafiadora.

O Dr. Eriberto Marques Jr, oncologista da Multihemo, unidade do Grupo Oncoclínicas em Recife, esteve no encontro em Chicago. Foto: Divulgação
O Dr. Eriberto Marques Jr, oncologista da Multihemo, unidade do Grupo Oncoclínicas em Recife, esteve no encontro em Chicago. Foto: Divulgação

"O que vimos na ASCO representa um avanço impressionante no tocante à detecção precoce do câncer de pulmão. A identificação de fragmentos de DNA tumoral no sangue, além de não ser uma prática invasiva, é mais um exemplo de como a tecnologia está contribuindo para vencermos a doença", comenta o Dr. Eriberto Marques Jr, oncologista da Multihemo, unidade do Grupo Oncoclínicas em Recife.

De acordo com o oncologista, o estudo traz um conceito revolucionário no tratamento de pacientes, porém como ainda está em fase inicial de desenvolvimento precisa percorrer algumas etapas até ter uma aplicação prática.

O ensaio envolveu mais de 15 mil pessoas residentes em 141 localidades dos Estados Unidos e Canadá. De acordo com os autores, os próximos passos são otimizar ainda mais os testes e validar os resultados em um grupo maior de pacientes.

Sobre a ASCO

ASCO é a abreviatura para American Society of Clinical Oncology - ou Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em tradução para o português. A entidade foi fundada em 1964 por sete oncologistas que tinham a finalidade de melhorar o atendimento dos pacientes com câncer. Na época, o câncer era visto como uma doença incurável, com poucas terapias difíceis de tolerar e quase sempre ineficazes. O estigma e o silêncio deixaram muitos pacientes com pouco apoio ou informação.

Ao longo de cinco décadas, a ASCO e seus membros estabeleceram e avançaram no campo da oncologia clínica moderna. De muitas maneiras, a história da ASCO é a história do progresso contra o câncer. Dos sete membros originais, hoje são mais de 40 mil. Nesse período, o número de medicamentos disponíveis para tratar o câncer aumentou significativamente. E, o mais importante, os pacientes estão vivendo mais e muito melhor.


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