saúde Anvisa aprova primeiro tratamento imunoterápico para tipo raro de câncer de pele Antes da aprovação do medicamento Bavencio, o tipo de câncer só podia ser tratado com quimioterapia, radioterapia e cirurgia

Por: Júlia Galvão

Publicado em: 05/06/2018 18:13 Atualizado em: 05/06/2018 19:55

Foto: Reprodução/Internet (Foto: Reprodução/Internet)
Foto: Reprodução/Internet

Mais um ponto para a ciência. Foi aprovado no Brasil o primeiro tratamento imunoterápico para tipo raro e agressivo de câncer de pele. De uso intravenoso, o medicamento Bavencio (avelumabe) já é comercializado em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Japão e na União Europeia. 

Antes da aprovação da droga, o tipo de câncer só podia ser tratado com quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) se baseou no ensaio clínico JAVELIN Merkel 200, que representa o maior estudo para o tratamento imunoterápico para o carcinoma de células de Merkel metastático. 

O medicamento foi desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer e Merck, ambas pioneiras no campo da imuno-oncologia. "A aprovação de Bavencio no Brasil, além de constituir um marco importante para a imunoterapia no País, representa a oportunidade de fazer uma diferença significativa na vida dos pacientes que vivem com tumores difíceis de tratar, tais como o carcinoma de células de Merkel metastático", destaca o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

Bavencio é indicado como monoterapia para pacientes adultos, ou seja, o tratamento é viabilizado apenas por meio deste medicamento específico. A segurança da droga foi avaliada em 1738 pacientes com tumores sólidos, incluindo CCM metastático, que receberam 10 mg/kg a cada 2 semanas em estudos clínicos. Nessa população de pacientes, as reações adversas mais comuns foram fadiga (32,4%), náuseas (25,1%), diarreia (18,9%), diminuição do apetite (18,4%), constipação (18,4%), reações relacionadas à infusão (17,1 %), perda de peso (16,6%) e vômito (16,2%). 

Sobre a doença

O carcinoma de células de Merkel pode ser considerado globalmente como um tipo raro de câncer. Na Europa, um total de 2.500 pessoas são diagnosticadas com a doença a cada ano, das quais entre 5% e 12% são diagnosticadas já em fase metastática. Cerca de 1 em cada 3 europeus com a doença morrem anualmente. No Brasil, não há dados epidemiológicos específicos disponíveis para o CCM.
 



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