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Infecções Mix de medicamentos já aprovados ajuda a combater bactérias resistentes Método criado por brasileiros harmoniza partes de medicamentos já prescritos para criar substâncias capazes de matar bactérias resistentes. Versão testada em ratos combina o mosaico antimicrobiano com molécula presente na goiaba

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 03/04/2018 15:39 Atualizado em:

As infecções causadas por bactérias resistentes são um dos grandes desafios do século. Os micro-organismos respondem pouco aos antibióticos disponíveis, agravando a situação do paciente e podendo levá-lo à morte. Preocupada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado sobre a importância de combater esses patógenos, que adoecem cerca de meio milhão de pessoas, estima a entidade. Nesse sentido, um grupo internacional liderado por brasileiros desenvolve um método de produção de antibiótico capaz de matar as superbactérias e que poderá ser usado, inclusive, para a remodelar a fabricação de remédios já existentes.

Os cientistas utilizaram um algoritmo que imita o processo natural de como os genes se recombinam durante a reprodução — um mecanismo importante na evolução dos seres vivos. Para formar um antibiótico potente, o programa junta características de diversas substâncias antimicrobianas a uma molécula encontrada na semente da goiaba. Batizado de guavanin 2, o produto foi testado em ratos e se mostrou eficaz contra bactérias resistentes aos medicamentos comuns.

A substância funcionou contra infecções pulmonares, cutâneas e intestinais e, segundo os criadores, poderá ser usada clinicamente. O método desenvolvido para criá-la também tem potencial para ser uma nova ferramenta para a produção de antibióticos, criando alternativas às classes mais comuns de antimicrobianos, usadas há mais de 30 anos.

“Todo o mundo usa compostos naturais. É um hábito da nossa e de muitas culturas. A novidade é a melhoria dos compostos naturais. Turbinamos um dos antibióticos para transformá-lo em algo 10 vezes mais potente”, resume Octávio Franco, um dos autores do artigo e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília.

A substância retirada da semente da goiaba chama-se Pg-AMP1 e faz parte dos peptídeos antimicrobianos de planta. A eficácia desses peptídeos, porém, é limitada e nenhum deles havia sido usado para tratar infecções em humanos. O algoritmo foi a solução encontrada para aumentar a potência da Pg-AMP1.

s infecções causadas por bactérias resistentes são um dos grandes desafios do século. Os micro-organismos respondem pouco aos antibióticos disponíveis, agravando a situação do paciente e podendo levá-lo à morte. Preocupada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado sobre a importância de combater esses patógenos, que adoecem cerca de meio milhão de pessoas, estima a entidade. Nesse sentido, um grupo internacional liderado por brasileiros desenvolve um método de produção de antibiótico capaz de matar as superbactérias e que poderá ser usado, inclusive, para a remodelar a fabricação de remédios já existentes.

Os cientistas utilizaram um algoritmo que imita o processo natural de como os genes se recombinam durante a reprodução — um mecanismo importante na evolução dos seres vivos. Para formar um antibiótico potente, o programa junta características de diversas substâncias antimicrobianas a uma molécula encontrada na semente da goiaba. Batizado de guavanin 2, o produto foi testado em ratos e se mostrou eficaz contra bactérias resistentes aos medicamentos comuns.

A substância funcionou contra infecções pulmonares, cutâneas e intestinais e, segundo os criadores, poderá ser usada clinicamente. O método desenvolvido para criá-la também tem potencial para ser uma nova ferramenta para a produção de antibióticos, criando alternativas às classes mais comuns de antimicrobianos, usadas há mais de 30 anos.

“Todo o mundo usa compostos naturais. É um hábito da nossa e de muitas culturas. A novidade é a melhoria dos compostos naturais. Turbinamos um dos antibióticos para transformá-lo em algo 10 vezes mais potente”, resume Octávio Franco, um dos autores do artigo e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília.

A substância retirada da semente da goiaba chama-se Pg-AMP1 e faz parte dos peptídeos antimicrobianos de planta. A eficácia desses peptídeos, porém, é limitada e nenhum deles havia sido usado para tratar infecções em humanos. O algoritmo foi a solução encontrada para aumentar a potência da Pg-AMP1.


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