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Vírus Doença genética que torna a gripe muito perigosa é descoberta Os pesquisadores do instituto Imagine e do instituto Rockefeller, de Nova York, provaram que, em algumas crianças, uma série de mutações nesse gene perturba a defesa contra esses vírus

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 23/03/2018 10:48 Atualizado em: 23/03/2018 10:57

A principal autora do artigo, que descreve esta descoberta na revista Cell, Shen-Ying Zhang, procura agora "criar e estudar modelos que reproduzam a doença para melhor preveni-la e tratá-la". Foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press
A principal autora do artigo, que descreve esta descoberta na revista Cell, Shen-Ying Zhang, procura agora "criar e estudar modelos que reproduzam a doença para melhor preveni-la e tratá-la". Foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press

Pesquisadores anunciaram nesta quinta-feira (22/3) a descoberta de um gene cujas mutações podem transformar uma simples gripe em uma infecção potencialmente mortal, uma encefalite. "É uma nova doença genética que foi identificada", explicou em um comunicado o instituto de pesquisa genética parisiense Imagine.

"Ela se traduz em uma vulnerabilidade extrema a infecções virais normalmente sem gravidade, atingindo particularmente o tronco cerebral", acrescentaram. O gene em questão, chamado DBR1, nos torna desiguais diante de vírus comuns presentes em nosso meio ambiente: influenza, norovírus (que causa gastroenterite) e HSV1 (herpes tipo 1).

Os pesquisadores do instituto Imagine e do instituto Rockefeller, de Nova York, provaram que, em algumas crianças, uma série de mutações nesse gene perturba a defesa contra esses vírus. Na grande maioria das crianças, as defesas imunológicas tornam essas doenças benignas.

Mas em outras, o vírus causará uma complicação muito séria, uma encefalite viral grave, infecção do tronco cerebral que é a "responsável por várias funções vitais". "Esta descoberta melhorará o diagnóstico, o aconselhamento genético às famílias e o tratamento de pacientes com sinais de uma tal infecção", ressaltou o instituto Imagine.

A principal autora do artigo, que descreve esta descoberta na revista Cell, Shen-Ying Zhang, procura agora "criar e estudar modelos que reproduzam a doença para melhor preveni-la e tratá-la", segundo seu laboratório.


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