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PErguntas e respostas Redução de mamas não é só questão de estética Tamanho dos seios pode causar problemas de coluna e de pele, o que pode ser solucionado com a mamoplastia redutora

Por: Estado de Minas

Publicado em: 20/02/2018 23:05 Atualizado em:

Para decidir o volume de tecido mamário que será removido, o especialista avalia fatores como idade, tamanho do tórax e biotipo da paciente. Foto: Pixabay (Foto: Pixabay)
Para decidir o volume de tecido mamário que será removido, o especialista avalia fatores como idade, tamanho do tórax e biotipo da paciente. Foto: Pixabay


A cantora Jojo Todynho vem chamando atenção. Primeiro, apareceu no clipe Vai malandra, da cantora Anitta, e, depois, conquistou de vez o público ao lançar o hit do momento Que tiro foi esse? Além do alto astral e do humor da carioca, outro atributo tem se destacado: o tamanho de seus seios. A cantora já declarou que se orgulha muito de seu corpo e não se incomoda em vestir sutiã tamanho 58.

Entretanto, seios muito grandes podem levar a problemas de saúde. “A hipertrofia mamária (mama excessivamente grande) pode causar dores nas costas, nos ombros e no pescoço, além de vícios de postura. Também pode haver irritação na pele abaixo do sulco da mama, como dermatites e micoses”, alerta Alexander Nassif, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Diante disso, muitas mulheres recorrem à cirurgia de redução das mamas, batizada de mamoplastia redutora. No procedimento, é retirado tecido mamário e gorduroso em excesso e feito o reposicionamento das aréolas, que, geralmente, estão abaixo da posição ideal.

Para decidir o volume de tecido mamário que será removido, o especialista avalia fatores como idade, tamanho do tórax e biotipo da paciente. “Qualquer mulher pode realizar a cirurgia, mas o ideal é que o desenvolvimento das mamas já esteja completo. Isso acontece por volta dos 16 aos 18 anos de idade”, explica Nassif.

Para que o resultado da cirurgia continue satisfatório ao longo dos anos, o médico ressalta que a paciente deve cultivar hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada e prática regular de atividade física. “Se a paciente ganha peso, por exemplo, pode ocorrer o crescimento das mamas devido ao aumento da quantidade de gordura na área e, assim, pode haver alterações mais uma vez”, destaca o médico.

Quero ter filhos: reduzir impede a amamentação?

Muitas mulheres que desejam engravidar, após reduzir as mamas, ficam em dúvida se o procedimento pode impedir a amamentação. Nassif esclarece que a mulher pode, sim, passar pela cirurgia, mas faz um alerta. “O procedimento deve ser feito de forma a não comprometer vasos sanguíneos, a inervação, os ductos galactíferos e grande parte da glândula mamária. Quanto mais mama for retirada na cirurgia, maiores as chances de problemas na amamentação surgirem. É fundamental que a mulher mantenha um acompanhamento profissional e procure um cirurgião de confiança”, orienta Nassif.

Homem também faz

Nos homens, a mamoplastia redutora é feita em casos de ginecomastia, que é caracterizada pelo aumento das mamas masculinas. Normalmente é removida a glândula mamária, gordura localizada na região do tórax ou ambos. “Geralmente, o problema pode aparecer na puberdade e permanecer na idade adulta. Pode aparecer também em quem faz uso dos anabolizantes”, esclarece o médico.

Sobre Alexander Nassif

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Alexander Nassif tornou-se especialista em Cirurgia Plástica titulado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). É diretor da Clínica Refine, especializada em Cirurgia Plástica Minimamente Invasiva, Endocrinologia e Fisioterapia Dermatofuncional. O médico também atua como professor convidado da UFMG na área de Cirurgia Plástica, Trauma e Urgências Cirúrgicas e ainda é membro internacional da American Society of Plastic Surgeons (ASPS).


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