• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
contaminação Argentina registra, pela primeira vez, caso de ameba que come cérebro Criança de 8 anos de idade foi contaminada após mergulho em lago com água imprópria para consumo

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 20/02/2018 14:59 Atualizado em: 20/02/2018 15:08

Imagem gerada por computador mostra a ameba Naegleria fowleri em seu estágio flagelado e em seu estágio de cisto. Foto: CDC/Divulgação
Imagem gerada por computador mostra a ameba Naegleria fowleri em seu estágio flagelado e em seu estágio de cisto. Foto: CDC/Divulgação

Pela primeira vez foi relatado na Argentina um caso de contaminação por uma ameba, a Naegleria fowleri, que "come cérebros". O caso de meningoencefalitis amebiana primária provocou a morte de um menino de 8 anos de idade, em fevereiro do ano passado. A contaminação pelo parasita, também conhecido como "ameba assassina", ocorreu quando a criança nadava em uma lagoa na localidade de General Arenales, próxima à província de Junín, a 320km de Buenos Aires. As informações são do jornal argentino Clarín.

As águas da laguna Mar Chiquita estavam contaminadam e a ameba entrou possivelmente pelo nariz do pequeno e seguiu para o cérebro dele. No começo, ele tinha sido diagnosticado com sintomas de meningite, com febre, dor de cabeça e vômito. Segundo o jornal, a criança também manifestou fotofobia e sonofobia, que é aversão à luz e a ruídos, além de outros sinais de irritação meníngea, como dor à flexão do quadril, tensão muscular, rigidez do pescoço, entre outros.

Em seguida, a criança começou a apresentar falhas respiratórias e hemodinâmicas, acompanhadas de encefalite e convulsões. Ele morreu entre cinco e sete dias após o início dos sintomas.

O caso foi documentado pelo Relatório Epidemiológico de Córdoba (REC). Mas agora a questão adquiriu importância mundial, já que foi divulgada e divulgada pela Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas (ISID). "Este é o primeiro caso de MAP, documentado, produzido por Naegleria fowleri na Argentina, que é um caso autóctone, uma vez que a criança teria adquirido a infecção nas águas de um lago poluído", afirmou o ISID em um comunicado.

Essas infecções são raras. De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), entre 2007 e 2016, 40 infecções foram relatadas nos Estados Unidos. Eles ocorrem principalmente durante o verão.

Infecção destrói tecido cerebral

A meningoencefalite amebiana primária (MAP) é uma infecção que causa a destruição do tecido cerebral. É causada pela Naegleria fowleri, uma ameba encontrada em todo o mundo, em locais de água doce temperada, como lagos e rios. A infecção ocorre, geralmente, quando as pessoas vão nadar ou mergulhar nesses lugares. Não é encontrado em água salgada. A única maneira possível para a entrada da ameba no corpo é pelo nariz. Não é transmitida de pessoa para pessoa ou pela ingestão de água contaminada.

Segundo o CDC, as infecções por Naegleria fowleri são pouco frequentes. Entre 2007 e 2016 foram reportadas 40 casos de infecção nos Estados Unidos. Dentre os casos, 36 corresponderam a pessoas que foram infectadas em águas recreativas contaminadas, 3 contraíram a infecção ao fazer irrigação nasal com água contaminada e 1 pessoa foi infectada com uso de água contaminada em brinquedo aquático.



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.