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alimentação Pesquisa vincula alimentos ultraprocessados ao risco de câncer Neste grupo, os cientistas constataram 2.228 casos de câncer, incluindo 108 fatais e 739 especificamente de mama

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 19/02/2018 16:28 Atualizado em: 19/02/2018 16:34

Os alimentos que representam riscos incluem pães, doces, sobremesas, cereais, bebidas açucaradas, carnes transformadas entre outros. Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press
Os alimentos que representam riscos incluem pães, doces, sobremesas, cereais, bebidas açucaradas, carnes transformadas entre outros. Foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press

Um estudo científico realizado na França com 105.000 pessoas vinculou o consumo de alimentos "ultraprocessados" - como refrigerantes e cereais açucarados - ao risco de câncer. Batizada de NutriNet-Santé e divulgada nesta quinta-feira (15/2), a pesquisa é baseada em questionários preenchidos na Internet entre 2009 e 2017 por participantes com idade média de 43 anos.

Um grupo de cientistas franceses e brasileiros se interessou pelos "alimentos ultraprocessados", que contêm, segundo eles, "geralmente quantidades mais elevadas de lipídios, lipídios saturados, açúcares e sais adicionados, assim como uma densidade menor em fibras e vitaminas".

O estudo publicado na revista médica British Medical Journal (BMJ) concluiu que "o consumo de alimentos ultraprocessados está associado a um risco mais elevado de câncer" em geral (aumento de 6% a 18%), e de câncer de mama (de 2% a 22%).

Neste grupo, os cientistas constataram 2.228 casos de câncer, incluindo 108 fatais e 739 especificamente de mama. Os alimentos que representam riscos incluem pães, doces, sobremesas, cereais, bebidas açucaradas, carnes transformadas (almôndegas, "nuggets", presunto com aditivos, massas e sopas instantâneas, pratos congelados, etc.

Em um editorial, o BMJ destaca que o estudo propõe apenas uma primeira observação, que "merece uma exploração atenta e mais profunda". "O vínculo entre causa e efeito ainda precisa ser demonstrado", afirmou o Instituto Nacional de Saúde e de Pesquisa Médica da França, um dos financiadores do estudo.

Outros fatores podem influenciar, segundo o periódico científico, já que, "por exemplo, o tabagismo e uma atividade física frágil estavam muito mais presentes entre os participantes que consumiam uma proporção maior de alimentos ultraprocessados".


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