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Biodiversidade Crocodilo-lagarto e tartaruga-come-caracóis, novas espécies na Ásia No total, foram descobertos 11 anfíbios, três mamíferos, dois peixes, 11 répteis e 88 plantas

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 19/12/2017 08:49 Atualizado em: 19/12/2017 09:11

Crocodilo-lagarto . Foto: AFP PHOTO WWF Thomas Ziegler
Crocodilo-lagarto . Foto: AFP PHOTO WWF Thomas Ziegler
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Um crocodilo-lagarto no Vietnã e a chamada tartaruga-que-come-caracol de Mekong (Malayemys subtrijuga) estão entre as 115 novas espécies descobertas em 2016 na região do Grande Mekong, uma sinal animador em tempos de ameaças à biodiversidade - anunciou a organização WWF, nesta terça-feira (19).

"Em um momento em que a tendência global é preocupante, e as ameaças para as espécies e seus hábitats na região do Grande Mekong são importantes, a descoberta dessas novas espécies nos dá esperança", declarou à AFP Lee Poston, do World Wildlife Fund (WWF).

No total, foram descobertos 11 anfíbios, três mamíferos, dois peixes, 11 répteis e 88 plantas.

O Mekong, que nasce no Himalaia e desemboca no mar da China, no Vietnã, dá seu nome a essa região tropical majoritariamente coberta de floresta e que inclui Camboja, Laos, Tailândia, Mianmar e a província chinesa de Yunnan.

Todo o ano, os cientistas da WWF anunciam a descoberta de novas espécies após um longo processo de avaliação com seus pares. Em 2015, anunciaram a descoberta de 163 novas espécies.

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Os pesquisadores convivem com o medo de que essas espécies recém-descobertas desapareçam antes mesmo de terem sido catalogadas, devido ao rápido desenvolvimento da região, com a construção de estradas e de represas, mas também devido ao tráfico de animais silvestres.

Foi em um mercado do mercado do nordeste da Tailândia, que um cientista encontrou uma das 115 novas espécies descobertas este ano: a nova espécie de tartaruga-come-caracóis.

O crocodilo-lagarto do Vietnã havia sido avistado na selva do norte do país, mas os cientistas levaram anos para estabelecer que se tratava de uma espécie nova. Restam apenas cerca de 200 exemplares dessa espécie, ameaçada pelos traficantes e pelo desenvolvimento das minas de carvão.

Há 20 anos, mais de 2.500 novas espécies foram registradas na região, ou seja, duas descobertas a cada semana.


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