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Descoberta Método de microscopia eletrônica que visualiza vírus da zika leva o Prêmio Nobel de Química De acordo com o comitê, graças ao trabalho dos três laureados, logo será possível obter imagens dos complexos circuitos da vida em resolução atômica

Por: AE

Publicado em: 04/10/2017 07:36 Atualizado em: 04/10/2017 08:14

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
O Prêmio Nobel da Química de 2017 foi concedido ao suíço Jacques Dubochet, ao alemão Joachim Frank e ao escocês Richard Henderson pelo desenvolvimento de métodos de microscopia que revolucionaram a bioquímica utilizando temperaturas muito baixas. 

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4), pelo Instituto Karolinska, na Suécia. De acordo com o comitê do Nobel, os três cientistas foram premiados "por desenvolver a microscopia crio-eletrônica para a determinação de alta resolução das estruturas de biomoléculas em soluções". O trio irão dividir nove milhões de coroas suecas, o que equivale aproximadamente cinco milhões de reais.

De acordo com o comitê, graças ao trabalho dos três laureados, logo será possível obter imagens dos complexos circuitos da vida em resolução atômica - isto é, com imagens que mostram objetos na escala de átomos. "A microscopia crio-eletrônica simplifica e aprimora a obtenção de imagens de biomoléculas. Esse método levou a bioquímica para uma nova era", afirmou o comitê do Nobel. 

Em 2013, a tecnologia desenvolvida possibilitou, por exemplo, a visualização de estruturas superficiais do zika vírus, que não seriam vistas com outras tecnologias. A importância da descoberta será crucial para avançar estudos em combate à epidemia. Outra possibilidade é observar moléculas de resistência bacteriana.

Este é o terceiro Prêmio Nobel entregue neste ano. Ainda faltam ser anunciados três prêmios. Na quinta-feira (5) será anunciado o Nobel de Literatura; na sexta-feira (6), o da Paz e na segunda-feira (9), o de Economia.
 



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