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Cannabis Uruguai começará a vender maconha em farmácias na quarta-feira Em um comunicado da presidência foi ratificado que o Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA) resolveu implementar a venda controlada de maconha em farmácias a partir de 19 de julho

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 17/07/2017 11:51 Atualizado em:

Os farmacêuticos estão céticos em relação à rentabilidade do negócio. Foto: Bredan Smialowski/AFP
Os farmacêuticos estão céticos em relação à rentabilidade do negócio. Foto: Bredan Smialowski/AFP


Nesta quarta-feira (19/7) começará no Uruguai a venda ao público de maconha para uso recreativo em um grupo de farmácias locais, anunciou o governo na sexta-feira (14/7).

Em um comunicado da presidência foi ratificado que o Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA) resolveu implementar a venda controlada de maconha em farmácias a partir de 19 de julho, a mesma data que os meios uruguaios haviam especulado. "Até a data, 16 farmácias aderiram ao sistema e cumprem todos os requisitos exigidos pelo Instituto, garantindo as disposições estabelecidas" na lei aprovada em 2013 para regular a produção e venda da erva.

O cronograma para a venda de maconha ao público em farmácias foi o ponto mais conflitivo e complexo dessa lei, apresentada e aprovada durante o mandato do ex-presidente de esquerda José Mujica (2010-2015) como estratégia de luta contra o narcotráfico.

A legislação habilita três vias para ter acesso à cannabis: cultivo em lares, cultivo cooperativo em clubes e venda em farmácias de maconha produzida por empresas privadas controladas pelo Estado. Segundo meios locais, uma das principais redes de farmácias do Uruguai, San Roque, teria desistido de se juntar ao registro oficial de locais que venderão maconha regulada pelo Estado ao considerar que o processo foi "desleixado". 

O IRCCA contabiliza, desde que se iniciou o processo de inscrição em 2 de maio, cerca de 4.700 pessoas registradas para comprar maconha. A população do Uruguai é de 3,4 milhões de habitantes. Os farmacêuticos estão céticos em relação à rentabilidade do negócio. Cada pessoa inscrita tem direito a comprar 40 gramas mensais, a 1,30 dólar a grama.


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