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Equipamento Cientistas criam engrenagem para foguetes 60% mais resistente A peça feita de vidro metálico poderá aumentar a vida útil desses instrumentos de pesquisa

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 09/01/2017 10:19 Atualizado em: 09/01/2017 10:24

Em simulações de funcionamento fora da Terra, as peças não precisaram ser lubrificadas: rigidez e força também chamam a atenção. Foto: Nasa/Divulgação
Em simulações de funcionamento fora da Terra, as peças não precisaram ser lubrificadas: rigidez e força também chamam a atenção. Foto: Nasa/Divulgação

No ambiente hostil do espaço, mesmo mecanismos simples podem dar trabalho aos engenheiros. O vácuo e as baixas temperaturas diminuem a vida útil de materiais utilizados em equipamentos como sondas, foguetes, satélites e veículos espaciais. Em busca de desenvolver materiais que sejam mais eficientes fora da Terra, os pesquisadores Laura Andersen, da Universidade da Califórnia, San Diego (EUA), e Douglas Hoffmann, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Agência Espacial Americana, a Nasa, descobriram um modo de fabricar engrenagens com vidros metálicos, substância mais resistente aos desgastes do que as peças atuais e que pode funcionar mesmo sem o uso de lubrificantes.
 
Divulgado na versão on-line da revista Advanced Engineering Material, o estudo mostra que uma variedade de vidro metálico composta por liga de cobre e zircônio pode ser usada na produção de engrenagens robustas, cerca de 60% mais resistentes ao desgaste sofrido pelas feitas de aço. A descoberta pode aumentar a vida útil de futuros veículos espaciais, torná-los mais leves e até reduzir o seu consumo de energia.

Em geral, os metais fazem parte do grupo chamado de sólidos cristalinos. Isso significa que, no estado sólido, os seus átomos se arranjam de forma organizada, em fileiras, seguindo padrões geométricos. Essa estrutura está presente também nos sais, nos minerais e no gelo. “Vidros metálicos são conhecidos também como metais amorfos, e o termo se refere a uma liga metálica que foi derretida e resfriada tão rapidamente que os seus átomos se juntaram de forma desorganizada”, diferencia Hoffmann.


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