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Estudo Cientistas descobrem que sono logo após briga fortalece a raiva Equipe chegou à conclusão ao analisar 73 universitários, todos do sexo masculino, que foram treinados durante dois dias para associar imagens específicas com memórias negativas

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 02/12/2016 20:03 Atualizado em: 02/12/2016 20:57

Sentimento de raiva pode ser potencializado após sono. Foto: Gratisography/Reprodução (Sentimento de raiva pode ser potencializado após sono. Foto: Gratisography/Reprodução)
Sentimento de raiva pode ser potencializado após sono. Foto: Gratisography/Reprodução

O sono pode tornar uma briga inesquecível. É o que mostra um estudo realizado por cientistas chineses e norte-americanos divulgado nesta semana na revista Nature Communications. Em um experimento científico, a equipe internacional mostrou que lembranças negativas se tornam mais duráveis na mente quando as pessoas dormem logo após pensarem nelas. Além de evitar intrigas, a descoberta, segundo os investigadores, pode ajudar a combater traumas psicológicos.

A equipe chegou à conclusão ao analisar 73 universitários, todos do sexo masculino, que foram treinados durante dois dias para associar imagens específicas com memórias negativas. Em seguida, os participantes tinham que olhar para as fotos novamente e foram instruídos a recordar as associações negativas ou a lutar contra elas, tentando impedir que elas ficassem na mente.

Por meio de aparelhos de ressonância magnética, os pesquisadores analisaram a atividade cerebral dos voluntários em dois momentos: meia hora depois de uma sessão de treinamento e após uma noite de sono. Os participantes acharam mais difícil suprimir as memórias negativas depois que dormiram. Os exames de imagem mostraram que, nessa situação, as memórias negativas tinham sido armazenadas em uma parte do cérebro responsável pela memória de longo prazo.

“Esse estudo sugere que há certo mérito no antigo conselho ‘Não vá para a cama com raiva’. Nós sugerimos que se resolva a briga antes de ir dormir”, ressaltou Yunzhe Liu, coautor do estudo e pesquisador da Universidade Normal de Pequim. Segundo os investigadores, o sono afeta a forma como a informação recém-adquirida é armazenada e processada no cérebro, transformando as memórias de curto em de longo prazo, mas não exerce um controle total sobre esse processo.

Por isso, a equipe sugere que mais estudos sobre o tema sejam realizados para que, no futuro, os resultados ajudem em estratégias de tratamento de traumas psicológicos. “Por exemplo, a privação de sono imediata após experiências traumáticas pode impedir que memórias de momentos de choque se consolidem, proporcionando a oportunidade de bloquear a formação dessas lembranças”, ressaltaram. O estudo também contou com a participação de cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.


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